terça-feira, abril 20, 2010

O Rio de Janeiro continua lindo; e alvinegro




Ainda estou me recuperando, física e emocionalmente, da partidade de domingo. Pela primeira vez estava no local certo e na hora certa. Acompanhar a vitória do Botafogo no Rio foi algo sem precedentes para mim. Por quatro dias vi de perto a movimentação da cidade e as gozações dos rubronegros.

Rezando na Igreja da Candelária, Centro do Rio
Como não era de casa não entrava em discussões.Apenas rezava. Aliás, foram quatro igrejas visitadas antes da partida. A sugestão foi do nosso guia "Biu" e minha esposa Eva. E deu certo.

Voltei do Rio campeão e com uma impressão: o Rio de Janeiro continua lindo. E agora, Graças ao bom Deus, mais alvinegro. Nem as pichações que tomam conta da cidade conseguem enfeiar o que a natureza e a mão do homem criaram.

Diante do Estádio do Maracanã horas antes da festa alvinegra

Inimaginável

Entre florestas e parques, os monumentos históricos mostraram para mim um Rio que nunca vi. Até a sede do Botafogo tem uma história arquitetônica belíssima. A estátua do Manequinho voltou a ser fonte de alegria e de calmaria para os corações em chamas. Fui lá! Diante da sede um enorme muro traz estampado o rosto de nossos principais heróis: Quarentinha, Garrincha, Heleno de Freitas, Jairzinho e, creio eu, a partir de domingo o goleiro Jefferson.

Na sede do Glorioso fazendo pose para a posteridade


Por mim até o Joel deveria entrar para o roll. Afinal, na final, foi sua armação em campo quem nos garantiu o título antecipado do Cariocão 2010. Vencer com dois gols de penalti foi obra do destino. O mesmo que colocou frente a frente Jefferson e Adriano - o ex-imperador. Na hora da batida, que mãozinha salvadora, hein?

Já do nosso lado até a loucura do Loco Abreu (13) - felizmente não se transformou em azar. Bater o penal por cobertura foi uma tortura. O primeiro gol do Herrera fez o título ganhar cara de internacional. Quem diria que seríamos salvos por um uruguaio e um argentino. Só acontece com agente.


Gritos e lágrimas

A cada gol um grito. A cada grito as lágrimas e o coração disparado. Será? Claro que sabíamos o que podia acontecer. Mas como a história costuma nos pregar peças não teve aquele que por algum segundo não sentiu calafrio.

Tudo acabou com o apito final. Quando ele veio a emoção tomou conta, o corpo tremeu e a multidão cantou. E muito. Antes de homenagear os heróis gritando os seus nomes veio a bela canção: -E ninguém cala, esse nosso amor e é por isso que eu canto assim, por ti fogoooooo!!

Que emoção! Por pouco não cabia dentro de mim. Abraçado com minha esposa e recebendo cumprimentos de amigos da ocasião, parecia que éramos da mesma família. A família alvinegra. Passada a alegria, quando a razão voltou no lugar da emoção fiquei a pensar como seria o texto de Armando Nogueira sobre essa partida.


Armando

Mas tudo bem, tenho certeza que foi ele quem não deixou a bola do Loco Abreu (a do penal) não subir mais. Foi o sopro de Armando que fez a bola bater na parte de dentro do travessão e cair nas redes. Do céu Armando sorriu com sua travessura.

A outra vez que ele interviu foi na defesa, de coxa, do Somália. A bola veio furiosa mas ele teve a frieza de abaixar e defender, incrível.

Ao centro, com a faixa Zens eu, além de uma argentina e
um outro figura que não deu tempo de saber o nome

O cara é tão sortudo que ainda conseguiu uma foto com o Herrera

Depois foi só festa. Até no aeroporto do Galeão os desconhecidos se abraçavam e se fotografavam com uma alegria incontida. Foi assim comigo, que por estar com a faixa de campeão no peito, foi abordado por dezenas de outros alvinegros que queriam tirar fotos com ela. Algo que nunca tinha visto.

Ao centro o alvinegro Zens de Apucarana, Paraná. Ele atua como empresário do segmento de bonés o site de sua empresa é www.zenzbones.com.br

Causo


Como nada com agente escapa de um causo. Lembro aqui o que li (no Blog Bar do Bulga) e vi numa matéria da TV Globo. Em ambos é lembrado uma cena do filme dos Trapalhões com a Xuxa. Em meio a entrada da criançada numa nave especial que mostrava o futuro (e ele era em 2010), um menino pega um adesivo onde tinha que o Botafogo seria campeão carioca em 2010. O diretor do filme, João Alvarenga, é acostumado a aprontar essas coisas. Durante matéria do Globo Esporte ele conta essa história.

Só para não perder o hábito. Há coisas que só acontecem ao Botafogo.

Agradecimentos:


Agradeço a Deus, a minha mãe, minha esposa, minhas filhas (Evinha e Loreninha), minha sogra, aos amigos (em especial ao Carlinhos da Confraria por ter me presenteado com um vasto material gráfico do alvinegro - leia-se posters e revistas) e meu compadre Pedro pela consideração. Aos flamenguistas de bom coração que souberam reconhecer a derrota lhes desejo as melhores saudações alvinegras.

Ouça os gols na voz de Luiz Penido (Rádio Tupi - AM)

Herrera fez o primeiro
Loco Abreu fechou a tampa


Especial

Não posso deixar de agradecer e mandar muita energia positiva para D. Eugênia de 80 anos. Essa figura simpática que conheci em Copacabana, ao me ver entrar no restaurante deu um grito para todos ouvirem "Botafogo!!".

Com um forte aperto de mão disse que acreditava na vitória e deu o placar de 2x1. Foi realmente uma previsão divina. Somente pessoas de bem com Deus são capazes disso. Filha de um amolador de facas, durante o dia e garçon, à noite, anos mais tarde casou-se com um cearense que se tornou médico cardiologista. Quanta história, hein?

"Você vai lembrar de mim. Esse campeonato é do Botafogo", disse D. Eugência quando saíamos.

E estava certa. Não esqueci suas palavras proféticas. Torcedora do Fluminense estava acompanhada do sobrinho vascaíno. "Hoje sou Botafogo por causa do meu neto", completou com um belo sorriso e nos desejando boa sorte.

Beijão D. Eugênia e obrigado pelo carinho. Que Deus continue lhe dando saúde e vitalidade para continuar levando alegria as pessoas. Quando quiser passear por aqui saiba que terás um amigo para lhe receber.

Sucesso e até a próxima!!

domingo, abril 11, 2010

Descoberta: Tinhorão preserva a memória da produção cultural brasileira

O acervo particular do jornalista, escritor e historiador, José Ramos Tinhorão, vem sendo catalogado pelo Instituto Moreira Salles. Especialista na cultura urbana brasileira ele juntou raridades que marcam a transição da  dos últimos 40 anos.  

O levantamento teve início em 1961, quando passou a colecionar o material. São milhares de peças escritas, partituras, revistas, discos e áudios rarísssimos que definem a produção e o gosto da classe média brasileira. Fuçador autêntico percorreu sebos e alfarrábios do Brasil e Portugal. O resultado é uma coleção maior que a do Museu de História Nacional.

Tinhorão, que foi jornalista do Jornal do Brasil, prefere definir sua atividade como obra do acaso. Claro que não se refere a busca mas sim como consegue chegar aos conteúdos. No caso das partituras de piano, por exemplo, ele conta que muitas famílias colecionavam os escritos por meio de encadernação.

"Então com o processo de verticalização das cidades o piano entrou em decadência. Por conta da dificuldade em mantê-lo nos prédios esse material foi ficando para trás. Então alguns eu ganhei", revelou o jornalista.

Durante a entrevista a jornalista Tânia Moralles na CBN, agora há pouco, foi possível descobrir que ele guarda pelo menos 35 mil partituras de música brasileira. O material, segundo o próprio Tinhorão, é resultado de um mergulho no passado. Além disso, representa a identidade do país. 

Incrível como uma pauta e um programa de alto nível - no rádio- pode colaborar para o crescimento intelectual e a formação das pessoas. Nada disso que acabei de relatar era de meu conhecimento. Mas a partir de agora figurará entre minhas pesquisas e consultas nas horas de ócio. Um ócio produtivo, é claro.  


Para saber mais sobre Tinhorão basta clicar aqui. Nesta entrevista, ao Portal do Sesc-São Paulo, Tinhorão fala mais sobre música brasileira.

A foto em destaque é de Adriana Vichi

sábado, abril 10, 2010

Bota se supera e vence o Fluminense

Mais uma final. O Botafogo acaba de garantir sua participação na final  da Taça Rio - contra Fla ou Vasco. Para nós seria melhor ser com os urubus para vingarmos as derrotas dos anos anteriores.

Ser Botafogo é isso: sofrimento. Começamos ganhando, levamos o gol de empate e minutos depois o Fluminense virou. No segundo tempo a entrada de Caio - nossa estrela- mudou tudo. O Bota empatou e depois virou. É sempre assim com suor e lágrimas.

O mais importante é que fica a lição de superação de um grupo que foi criticado por ter sido eliminado pelo Santa Cruz mas que agora chega a final e pode conquistar o 19º título carioca. Nossa estrela brilha.

Não se pode deixar de reconhecer a participação do técnico Joel Santana. Ele sempre acredita no elenco e passa isso para o grupo. Gozado, alvo de brincadeiras por ficar em campo com o caderno na mão o treinador é um exemplo.. Pois é galera, no caderno do Joel estão as lições. Escreveu não leu, o Joel venceu!

Ouça os gols na rarração de Evaldo José - Rádio Globo/CBN (http://evaldojose.com.br)

Loco Abreu

Fael

e Caio

O brigado guerreiros!


Assista aos gols que nos colocaram na final...

Na torcida e testando a nova ferramenta do site do Globo Esporte

A emoção que o futebol provoca vai mexer ainda mais com a cabeça do torcedor. No Globo Esporte deste sábado o Escobar apresentou a nova ferramenta do site da emissora. Agora, durante as transmissões, a torcida vai poder mandar vídeos com perguntas. Pena que a estréia vai ser nos jogos da oposição. Ainda assim tá aí o  nosso teste feito com minha princesinha.


Australiano internado produz vídeos de dentro do hospital

Nunca duvide do que pode acontecer na internet. Aqui se ecnontra todo o tipo de coisas e histórias. Hoje, meio sem ter o que fazer, acabei encontrando essa figura raríssima. É o australiano Christiaan van Vuuren. Contaminado com o vírus da tuberculose ele está internado na área de isolamento de um hospital.

Para quebrar o tédio resolveu, com o apoio do irmão, gravar vídeos debochando de sua condição. Já são 100 dias de internamento mas ele se tornou uma celebridade virtual. Tanto que o jornalista Thiago Varella do R7.com o entrevistou. Leia a entrevista e assista aos vídeos.


sexta-feira, abril 09, 2010

Morre o estrategista dos Sex Pistols

Quando o Movimento Punk explodiu na Inglaterra e ganhou o mundo, a banda Sex Pistols foi sua maior expressão. Rapidamente os contestadoreas fizeram a festa da mídia do mundo inteiro.

As roupas rasgadas e as atitudes radicais conquistaram a juventude constestadora e abalaram  os britânicos mais conservadores. A rainha, alvo de muitas críticas, que o diga.

Por trás de tudo aquilo, Malcon Maclarem, empresário da banda. Na noite da última quinta feira, aos 64 anos, ele morreu vítima de cancro. 
Para o mundo punk fica a lembrança do maior marqueteiro da história. Se o nome da banda traduzido era Pistolas Sexuais, a bala, sem dúvidas, foi Malcon. As tiradas saiam de sua cabeça. 

Só para lembrar um de seus lances foi trazer os roqueiros ao Brasil para gravar um clip ao lado de Ronald  Biggs - articulador do assalto ao trem pagador Inglês.Depois da proeza veio se esconder no Rio de Janeiro.

quarta-feira, abril 07, 2010

Dia 7 de abril

Salvem os Jornalistas

Com 2%  de reposição é a extinção da categoria




O dia 7 de abril também é o Dia Mundial da Saúde. Que ironia. Em Alagoas, com os atuais salários pagos aos jornalistas e a reposição de 2%, proposta pelos patrões, quem tem saúde? Na direção contrária das grandes empresas ignoram até o índice da inflação acumulada do período.

Ser jornalista vai ficar ainda mais difícil. Principalmente se quem entra e já integra a categoria não se conscientizar que os baixos salários só contribuem para a entrada do sem diplona no mercado. A eles não interessa o bem comum, a luta social, a diversidade, a ética e o poder de transformação da comunicação.

Quem aceitará trabalhar nas redações com vencimentos inferiores aos de profissões que nunca exigiram formação superior? Creio que somente os de alma e interesses inferiores. Os que se curvarão ainda mais aos interesses patronais que, legitimamente, são contrários aos da sociedade.

Ser jornalista sempre foi um sonho. Na realidade atuar profissionalmente tem virado um martírio. Porque ao passo em que relatamos diariamente a luta das demais categorias, na nossa, a omissão e a paralisia estão deixando os donos das empresa com mais sede para nos aniquilar. Depois da perda do diploma, julgada no supremo, agora a onda é nos colocar no paredão.

Sempre fomos fortes. Talvez por isso alguns companheiros ainda se sintam com espírito de grandeza. Mas é uma realidade que para ter o mínimo temos que trabalhar ao máximo. Em geral em dois ou três lugares. Os que conseguem essa façanha respiram um pouco mais. Por quanto tempo?

Jornalistas uni-vos!


Importante vitória

Hoje, a única boa notícia é que a Câmara de Vereadores  de Maceió promulgou a lei que obriga a contração de jornalistas com diploma para os órgãos municipais. O projeto havia sido elaborado pela vereadorea Thereza Nelma (PSB).

O próximo passo é conseguir o mesmo feito na Assembléia Legislativa.

domingo, abril 04, 2010

Saudades do contestador


Um político enigmático que acompanhei nessa minha vida eleitoral foi o Leonel Brizola. Nunca votei nele mas gostava de ver suas contestações. A principal delas era contra a Rede Globo. Sozinho ele batia de frente contra a emissora de Roberto Marinho. Um dos momentos mágicos desse enfrentamento foi quando o Cid Moreira - Jornal Nacional- teve que ler o direito de resposta conseguido na Justiça por Brizola. O texto é antológico e todo voltado contra a posição da emissora. E mesmo assim foi lido como manda a lei. Quem quiser assistir dê um clique abaixo.

Click aqui para assistir ao vídeo

Perdemos mais um botafoguense


A constelação terrena do Botafogo perdeu mais uma estrela. O ator, diretor e produtor de cinema, Buza Ferraz, 59 anos faleceu vítima de complicações da leucemia, na quarta-feira. Botafoguense fiel foi homenageado por um dos filhos que compareceu ao enterro com a camisa do Glorioso. Em menos de uma semana ele foi nossa segunda baixa. Dias antes Armando Nogueira havia partido. Agora os dois torcem por nós lá de cima.

A amarga verdade no dia da mentira

Como nordestino fiquei feliz com a vitória do Santa Cruz sobre o Botafogo. Pode acreditar!
Mesmo ocorrendo no dia da mentira - 1 de abril.
A verdade é que estamos fora da disputa por uma vaga na Libertadores.

O mais incrível é que o jogo estava 2x2 aos 44minutos do segundo tempo. O placar, depois de muitas agruras, colocaria o Glorioso na próxima fase da Copa do Brasil. De repente o desastre. O terceiro gol aos 47 minutos. Balde de água fria. O time pernambucano mostrou que temos que carregar essa santa cruz até o Campeonato Brasileiro.

O goleiro Jeferson viveu dia de herói junto com o de vilão. Tomou um frango e segurou um penal. Fez outras defesas importantes mas não conseguiu segurar o placar.
E agora? Daqui a pouco tem o Cariocão. Será que a derrota abalou?

Novidade no domingo


O programa Domingão Esportivo está no ar pela internet. Gerado na Rádio Difusora é a primeira resenha esportiva do domingo. Sua alma é a participação do torcedor. Por isso também será sucesso na internet.
O próximo passo será a transmissão em vídeo.

Grande abraço ao amigo Paulinho Guedes e sucesso.

terça-feira, março 30, 2010

Armando virou uma estrela alvinegra


Pausa.
Daqui para a frente vai ser assim. Como uma pausa. Ninguém será capaz de preencher aquele (espaço)         O Dono dele não volta mais. Aliás, esteve fora, Armando por aí. Nogueira de sobrenome, veio da mata para a cidade. E logo a maravilhosa. Lá perdeu a virgindade da escrita e da vida. Cresceu! Gostava sempre da verdade. Do preto no branco. Virou botafoguense. Daí pra frente fintou prá lá e prá cá. Fez que ia e não foi, assim como um drible. De preferência de Garrincha - seu ídolo.

Orlando era genial. Compensou sua inabilidade para o futebol voando de outras formas - em seu ultraleve e nas palavras. Surfava no melhor estilo do poeta, de leve. Suave como um gol no ângulo, mostrado em câmera lenta. Daqueles que só acreditamos porque foi filmado.

Esse era seu olhar. Enquanto todos viam o lance ele enxergava o romance. Aquilo que pudesse ser contado, a qualquer tempo, sem prejuízos. "O texto não evelhece, se transforma", acreditava Armando.

E assim transformou histórias em contos fantásticos. Crônicas certeiras da alma do brasileiro, em especial os botafoguenses. O mestre nos dava orgulho não só por ser inventor. Mas por se emocionar com a vida do alvinegro carioca. Por ele chorou, fez chorar...

Homenagem de Juca Kfouri no UOL





Armando vira estrela no Botafogo





Crônica de Armando Nogueira sobre Garrincha

quarta-feira, março 24, 2010

Revolução em 3B

Fudeu meu ócio. Pô! Esse tal de BBB 10 é fogo mesmo. Nem nos momentos de ócio escapo das lapadas desse conteúdo. É como uma espécie de peido entalado na calça jeans. Cê tira a porra à noite e ele tá lá.

Mal sentei para usar os últimos momentos de ócio - antes de iniciar o segundo tempo- sou supreendido por uma entrevista, no Vídeo Show, de uma ex-BBB. Era Ana Mara, a Maroca, abrindo o seguinte questionamento: por que mulher não pode ganhar o BBB? "Isso é um absurdo!", completou a ex- policial que adorava rebolar dentro da "Casa dos olhos".
Um dia após ser posta para fora continua falando alto e sem parar. É tanto alvoroço que até esconde sua beleza morena. Como também sou bairrista estou com ela porque é pernambucana. É da minha região porra!

Diante de uma reinvindicação tão importante para a mudança social e dos problemas que cercam a falta de espaço para mulher, no mercado, é impossível não me sensibilizar com isso. A partitr de hoje defenderemos que uma mulher ganhe o BBB 10. Chega de exclusão! Vamos rachar com a tradição do BBB.

Realmente isso é muito importante. Se está no horário nobre da TV e da maior delas, a Globo, é porque deve ser algo bom para as pessoas.

E principalmente vindo de uma ex-policial militar que conhece a realidade cruel das ruas. Pôxa vida! Por que não lutar para que uma mulher ganhe o BBB 10? A própria Ana Mara foi a luta e largou o emprego fixo que tinha na PM. Deixou de ser funionária pública para se tornar figura pública.

Então vamos montar a estratégia. Ninguém sai de casa quando os paredões forem lançados. A regra é se fixar no computador e telefonar bastante. É para estourar a ponta das unhas. Até encraverem na carne do dedo. Depois bota vinagre com sal.

A partir daí não deixar de conversar com pessoas próximas, até a família vale, para que fiquem votando em suas escolhas. Não se preocupe qualquer dona de casa, estudante universitário, advogado e médico sabe do BBB. Insista para os que negam. Esses são os que sabem mais.

Pronto! Assim a gente garante uns votos importantes. E aí será o que Deus e o Boninho quiser. É só se preparar para mais um texto brilhante do Pedro Bial, daqueles capaz de nos fazer chorar -de raiva- e esperar o tchan!

Ah! Como organizador da campanha não preciso ser procurado para ser convencido. Eu sei a importância desse processo de mobilização.

Já estou preocupado é com o futuro. O depois. Se de fato uma mulher vencer o BBB 10 vai acontecer o que mesmo? Será que finalmente, no ano que vem, além do Alemão que vende os megaprodutos  BBB 10 teremos nossa representante feminina com aquela empolgação.

Aí sim é inclusão da mulher no mercado.

O problema é que só sobrou a Bia e a Fernanda de mulher. E ainda tem o Di César e o Dourado (velho intelectual de BBB que a Globo ressuscitou com o apoio do público). E agora? Quem escolher?

Vamos ter que fazer um prova de resistência. Chama o Bial?

segunda-feira, março 22, 2010

Dia mundial da água


Somos água. Precisamos de água. Nos divertimos tomando banho nas águas. Mas maltratamos nossos mananciais. Que incoerência! Sem falar que a desperdiçamos como se fosse algo que pudesse ser reposto.

Ledo engano. A água tá acabando. É porque nós estamos destruindo suas fontes e as florestas de onde brotavam as nascentes. Quem pena! O munto tá mais quente, precisamos tomar mais água e também tomar mais banho por conta do calor.

Nessa ciranda da vida estamos destruindo o que é vital para nós. Temo pelo dia em que não contaremos mais com a água como hoje. Isso significa que teremos que lutar, entrar em guerra mesmo, para consegui-la. E essa batalha, possivelmente, será vencida pelos mais ricos e os mais fortes - os jovens. Lamentavelmente!

Talvez um dia, quando minha filha estiver lendo isso esteja vivenciando essas situações. Desculpa filha, fomos nós quem contribuimos para isso. Seu pai tentou, lutou e alertou. Mas minha voz e a de outros tantos  não tinham eco. E quando tinham eram mal interpretadas.

Sinto muito!

Los hermanos baquetas

Dia de sorte. Enquanto acompanhava o repórter fotográfico Robson Lima pausa para outra pauta. Eis o personagem, Beto Batera (centro). Para completar a tarde, chega outra fera, o músico Carlos Bala (esquerda), irmão de Beto.

Ganhei a tarde. Primeiro porque conheci de perto o Beto, de quem sempre ouvi falar. E depois porque vi o Bala de perto. O cara simplesmente é um dos maiores músicos do Estado e tem seu nome assinando grandes produções.

Já Beto dispensa comentários. Sempre bem humorado, mesmo na doença (ele luta contra uma inflamação no fígado), deu boas gargalhadas com a gente. Contei para ele que quando era adolescente queria aprender a tocar bateria e um amigo tinha falado dele. Porém, rapidamente desaconselhou porque ele (Beto) não tinha muita paciência. Ao término da história ele confirmou que não tinha mesmo.

Beto é um mestre das baquetas. Por isso, teve agregado ao nome uma referência ao próprio instrumento - a batera. Fica aí o registro desse dia diferente de todos os outros.

Saúde Beto!

sexta-feira, março 19, 2010

Família unida não se abala


Um dia desses a terra tremeu. Foi lá em Santana do Mundaú, no povoado Mobaça, uma região Quilombola. Fui conhecer o lugar e falar com as pessoas para uma matéria. Ao chegarmos no sítio da D. Raimunda surge essa família aí. D. Pata e seus Patinhos. Oia a reca!

Daí fica a lição para nós. Em tempo de tremores, família unida não se abala!

Pata que pariu!

A foto é do poeta, disfarçado de escritor, camuflado de repórter fotográfico e encarnação de jogador, José Feitosa, leia-se Zé da Feira.

terça-feira, março 16, 2010

Campanha


Quem exagera na bebida não corre risco apenas no trânsito. Também pode bater com a cara no chão do banheiro.
Aí dá merda!

domingo, março 14, 2010

Glauco foi morto por um Geraldão


Glauco era um dos cartunistas que aprendi a acompanhar desde a adolescência. Junto com Angeli (Chiclete com Banana) e Laerte formavam "Los três amigos". Humor escrachado e cercado de crítica, além de uma dose gigantesca de "no sense".

O próprio Glauco mesmo criou o Geraldão. Um doidão que tomava todas as drogas e vivia as turras com sua mãe. Sua marca são seringas no nariz e copos com substâncias alucinógenas.
E foi um desses personagens da vida real - que Glauco tentava ajudar- que ceifou sua vida de forma estúpida. Com sua fé e crente em seu poder pensou que poderia enfrentar o mal de frente.

Desta vez não deu. Glauco morreu a tiros ao lado filho Raoni no sítio em que moravam e faziam cerimônicas do Santo Daime. O local cercado de paz tem agora sua imagem associada a um ato de extrema violência.

Os fiéis da igreja de Céu de Maria perderam um guru e um líder. Já o Brasil ficou sem o cartunista genial e disposto a levar um pouco de humor para nós.

Ironicamente sua última tira na Folha de S. Paulo mostrava uma situação em que um louco entrava numa casa e atirava numa pessoa. No dia seguinte a sua morte o jornal deixou os espaços onde Glauco publicava em branco. Bela Homenagem para deixar claro o vazio que fica com sua partida.

Adeus Glauco, obrigado por ter plantado uma semente de bom humor por aqui.

Click aqui e assista entrevista do Glauco