quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Birrada com malas prontas

O jornalista Aílton "Birrada" Cruz já está com malas prontas para o retorno a Angola, na África. Depois de 15 dias revendo os amigos e falando um pouco de sua experiência do outro lado do Atlântico.
Um dos encontros mais barulhentos e polêmicos aconteceu na Banca Zumbi, mantida pelo produtor e estudioso da cultura negra, Aldo. Num dos debates eu tive a chance de participar. Foi ótimo ouvir o confronto de idéias.




A África que o Aldo construiu ao longo da vida não existe mais. Ou pelo menos, não é como leu. Durante o reecontro com "Birrada" ele aprendeu mais e desconstruiu alguns conceitos. Assim como eu, o amigo foi presenteado com lembranças africanas. Enquanto Aldo ganhou uma roupa tradicional Angolana recebí uma camisa do Movimento pela Libertação da Angola (MPLA).




Para registrar nosso encontro fizemos fotos com um celular. A qualidade não ficou das melhores, mas deu para captar o clima do momento.



Nesta nova etapa em Angola, Aílton vai ficar por mais três meses. Desejamos sucesso no retorno e força para encarar os novos desafios.



Grande abraço camarada!


Obs. Me comprometo em mandar o vídeo.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Ouça a música do Filhos da Pauta




Vale lembrar que o radialista e letrista Edécio Lopes é o grande homenageado do Bloco Filhos da Pauta e do Carnaval de Maceió. Aí, com o apoio de recursos de vídeo, é possível acompanhar algumas imagens de sua tragetória profissional. A maioria das fotos são do arquivo da família e da Secretaria Municipal de Educação (Semed) que o homenageou em 2008 com o nome de uma escola.
A montagem do clipe foi minha, mas antecipo que não sou o melhor dos editores de imagens. Espero que gostem.
Aqui fica mais um registro e o meu reconhecimento ao "pai" do radiojornalismo alagoano.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Prévia dos Filhos da Pauta agitou orla

Lorena Rodrigues ganhou sua primeira sombrinha de frevo
Foto: Adelaide Nogueira (Gazetaweb)

A prévia carnavalesca do Filhos da Pauta, na Barraca Pedra Virada, no último sábado agitou a orla. Ao som de uma bandinha de frevo os foliões e simpatizantes se divertiram enquanto "molhavam a palavra".

A atividade marcou o lançamento da letra do frevo deste ano que homenageará o radialista Edécio Lopes.

Depois de "molhar a palavra" não resisti e fui dançar ao lado do passista Macarrão

Entre os destaques da festa, minha filhota Lorena que recebeu sua primeira sombrinha de frevo. No início a timidez a deixou distante. Mas, depois que viu o companheiro "Macarrão", o eterno passista do bloco, ela se soltou.

O jornalista Fernando Palmeira, nós na fita e
o professor de Relações Públicas (Ufal) Luiz Gonzaga

Pela prévia foi possível perceber que o Filhos da Pauta tem muitos fãs. Vários jornalistas da ativa e da velha guarda compareceram a barraca.

O próximo encontro com a folia será no dia 13, a partir das 17h, no Alagoinhas. A camisa será vendida ao preço de R$ 10,00. Maiores informações na sede do Sindicato dos Jornalistas, na Casa da Comunicação.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Eles criaram "ostra" vida

Não costumo colocar, na íntegra, textos de outros blogs. Quando gosto falo algo e indico o link. Este aqui mereceu outro tratamento. O autor é o jornalista Carlos Nealdo (Blog Tapa de Humor) que contou com fotos do Léo Villanova. O relato conta a história de um homem que mudou sua realidade com muito trabalho. Sem ajuda governamental, aos poucos, começa a alterar a comunidade localizada em Roteiro.


A Ostra e o Vento


Manoel Cícero Rocha tem 48 anos de idade e há 22 mora num povoado encravado numa reserva de mata atlântica localizada no município de Roteiro, às margens da lagoa que dá nome à cidade. Palatéia – que se acredita ser uma corruptela de platéia – teve origem numa vila de moradores de uma antiga usina de açúcar já extinta. Começou com 20 famílias, hoje abriga 75.





Para chegar ao local, andam-se três quilômetros mata adentro, numa estrada de barro ladeada por espécies nativas. Aqui e acolá, um aviso escrito em pequena tábua pregada às árvores. “Não maltrate a natureza, viu?”, adverte um deles. Seu Cícero mora com a mulher – também chamada Cícera – e cinco filhas: Manoela (16), Daniela (14), Maristela (13), Marcela (11) e Mirella, a caçula de três anos. Sustenta todas com a venda de ostras, negócio que ele iniciou há menos de uma década, depois de descobrir a quantidade de molusco existente no povoado.






Durante a semana, apanhava as ostras no mangue e ia vendê-las na praia, aos sábados e domingos. Numa dessas investidas, conheceu um técnico do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa, que percebeu a qualidade do produto comercializado por Seu Cícero e sugeriu a criação de uma cooperativa de catadores de ostras. Ele gostou da idéia, voltou ao povoado, conversou com os demais moradores e depois de algum tempo de treinamento fundou a Associação de Maricultores Paraíso das Ostras.





Ao contrário de Seu Cícero, os moradores de Palatéia não acreditaram na idéia de se cultivar ostra em cativeiro. O trabalhador se viu só. Mas não desistiu do sonho. Continuou à frente da associação e vendendo suas ostras – agora cultivadas em mesas – nas praias alagoanas. Percebendo que o negócio era rentável – e querendo transformar a vida dos moradores do povoado, que passavam a maior parte do tempo sem ter o que fazer –, Seu Cícero pensou numa forma de impressioná-los. Juntou as economias, comprou um Fusca 76 e o estacionou na porta de casa. Era o primeiro automóvel que entrava no povoado. Não importava se o Fusca passava a maior parte do tempo quebrado. Um dia após a compra, os homens do povoado correram à casa de Seu Cícero. “Como eu faço para entrar para a associação?”, quiseram saber.



No mesmo dia, o presidente da associação cadastrou 20 pessoas. A Paraíso das Ostras começava a se fortalecer. Em pouco tempo, o número de mesas para cultivo de ostra na lagoa do Roteiro tinha aumentado. Seu Cícero tinha vencido a primeira etapa. Atualmente, a associação produz 12 mil unidades por semana. Apenas duas mil são consumidas em Alagoas. O restante vai para restaurantes chiques do Recife e de Santa Catarina.


Por que se consome tão pouco no Estado? “Alagoano não sabe comer ostra”, ressalta Seu Cícero. “E não sabe porque o governo nunca procurou fazer nada em prol do turismo gastronômico”, acrescenta. Seu Cícero não pleiteia nada do governo. Até hoje, os poderes fizeram muito pouco – ou nada fizeram – pelo povoado. De serviço público, apenas a energia elétrica está presente. E é coisa recente. A creche, o posto de saúde e a escola – que deveriam ser obrigações do Estado – foram construídos por um empresário de Santa Catarina, sem os holofotes que os políticos costumam exigir quando fazem tais obras.




A única coisa que Seu Cícero pede do governo é a realização de um Festival de Ostras – a exemplo do que já acontece em outros estados brasileiros. “Com o festival, se poderia ensinar outros pratos feitos a partir do molusco, em vez do ‘insosso’ ostra com sal e limão”, defende. E emenda uma série de opções: salada de ostras, ostras com mangas, ostras gratinadas. Pratos que ele, como exímio cozinheiro, faz para deleite da filha caçula, que adora ostras.


Sem esquecer o poder afrodisíaco do molusco – “E você acha que eu tenho cinco filhas por quê?”, questiona, com um sorriso no rosto – Seu Cícero capricha nos pratos. Dona Cícera não reclama. “Ela adora”, conta. Gosta tanto que o acompanha diariamente até as mesas de cultivos, armadas na lagoa. Vai com as filhas mais velhas, que estudam fora do povoado porque a escola só dispõe de ensino fundamental. Ao longo do trabalho, percebe-se a alegria dos pais. Ao final do expediente, todos retornam ao povoado com sacos de ostras, que serão limpas e embaladas para a próxima encomenda – geralmente para fora do Estado.



Mesmo sem nenhuma contrapartida do governo, Seu Cícero continua lutando para manter a associação. As mesas já estão gastas e precisariam de reparo urgente. Os moradores não têm os R$ 120 mil necessários para repor o material. Seu Cícero não pede nada ao governo ao não ser a possibilidade de o Estado introduzir a ostra no turismo gastronômico. Tudo o que o trabalhador conquistou foi à custa do suor dele e da família. O primeiro carro – que ele gastou R$ 600 para consertar e só conseguiu vendê-lo por R$ 300 – foi substituído por um modelo mais novo, que está disposto na porta de casa, como o outro. Seu Cícero tem esperança de dobrar o número de associados. Alguém duvida?

Um blog de fé e muitas ondas


"No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor."1 João 4:18



Desde que decidi ampliar os contatos a partir do blog tenho encontrado verdadeiros irmãos virtuais. Seja por conta do conteúdo ou dos interesses em comum. Um deles, que não conheço pessoalmente, é o Carlos Bezerra. Surfista, designer e cristão ele tem um blog muito legal.


Entre uma onda e outra espalha mensagens cristãs e interpreta a palavra para os brothers que ainda não reconhecem a fé.



Como depois do nascimento de minha filha mudei, acredito que para melhor, passei a incluir Deus de forma mais presente em minha vida. Independente do credo acredito que quem age com fé evita o mal para si e para os outros. E isso sim é evoluir.



De um modo geral os surfistas já têm uma relação de respeito e saúde com o mar. Mas, quando se tem fé do que representamos isso ganha outra dimensão.


Para conhecer mais sobre isso é só clicar aqui.





quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Brilha estrela de Tutmés

Foto: Esthér Carvalho - O Jornal

O botafoguense, advogado, professor, procurador, militante do PT e defensor dos Direitos Humanos, Tutmés Airan, foi indicado para o cargo de desembargador. A função é o mais alto posto da Justiça Alagoana.
A indicação foi do governador Teotônio Vilela (PSDB) que desta vez não ficou em cima do muro. Ele disse não as pressões da irmã Fernanda Vilela que queria a indicação de Eloína Braz. Até a atual presidenta do Tribunal de Justiça, desembargadora Elizabeth Carvalho disse a Téo que preferia Eloína.
Ainda assim, Téo disse não e indicou Tutmés fazendo valer os votos da OAB que o colocaram na frente da disputa.
Tutmés é um homem que fez de sua história até aqui uma luta pelas liberdades individuais e em defesa da vida. Sua entrada é tão impactante quanto foi a de Antônio Sapucaia há dois anos atrás.
Ele mostrou mais uma vez que sua estrelha nasceu para brilhar. Sempre soube driblar a realidade e marcar gols no destino. Agora, a vida se apresenta para ele com mais um dasafio. Para Tutmés isso não será problema.
Pela formação que tem continuará sendo uma pessoa simples, apaixonada e dedicada aos filhos e amigos.
Valeu Tutmés!

Bastidores
Os bastidores da indicação de Tumés foi uma batalha. Coube aos companheiros da vida jurídica caírem em campo. Muita gente de toga, advogados e ex-militantes partidários brigaram por sua indicação. A briga foi parar em Brasília, mas, nem o planalto, nem os petitas de alagoanos tiveram influência. Muito menos o deputado Paulo Fernando dos Santos. No final coube ao próprio Téo perceber que a escolha de Tutmés era um símbolo de coerência com a atual situação do Estado, além de abrir um leque importante com o Governo Federal. Isto porque o seu nome é visto com simpatia desde que assumiu a Secretaria de Justiça e Cidadania no finado governo de Ronaldo Lessa.

Mineirnando

Meiforgada

O mineirinho acompanha a esposa ao médico, que faz o diagnóstico:- Meu senhor, sua esposa está precisando de verdura, ferro e cálcio.
E o mineirinho: - Uai, dotô... Ver dura, ela tá sempre veno. - Ferro, leva quastodia.- Agora, se o senhor pudé colocá um carcio, eu agardeço pruque ela tá meiforgada memo...!!!

Frevando na minha história

O carnaval alagoano é uma das coisas mais estranhas já conheci. Somos no antes, mas péssimos no durante.
Quando era pivete ia com meu pai, mãe e minha irmã para a praça Moleque Namorador, no bairro da Ponta Grossa. Era uma loucura! Gente pra caramba e uma animação impressionante. Para a gente bricar tínhamos que ficar a distância enquanto a multidão ficava rodando em volta do caminhão onde ficava a orquestra de frevo.

A brincadeira incluia o famoso "mela-mela" e banho com lança cheia de água. Alguns caras cheiravam um negócio com pano, que anos mais tarde vim saber que era lança perfume. Outros fumavam outra parada que depois fiquei sabendo ser maconha. Mas, a grande maioria juntamente com papai, tomava era batida a base de Pitú (o aperitivo do povo).


Tempo

Ficava imaginando que quando ficasse maior poderia ir para o meio da galera. Mas, aí os anos se passaram, fiquei barbudo, careca e cheio de vontade de brincar na rua. Por outro lado, para onde foi o carnaval? Sumiu! Nem o bloco "Pulo do Gato" do Sr. Lourival da Jatiúca saiu mais. Foi foda! Tudo mudou.

Só vim reencontrar carnaval de rua, e pra valer, em Olinda (Eu acho é pouco - Segura a Coisa - Enquanto Isso na Sala de Justiça) e Recife (Galo da Madrugada) para onde já fui pelo menos oito vezes.

Atualmente os alagoanoas, para manter a tradição, retornam com a onda de frevo a partir do Pinto da Madrugada (cópia limitada do Galo da Madrugada), dos Filhos da Pauta (que na verdade sempre saiu), entre outros. Entretanto, somos bons apenas nas prévias. Na hora "H" o povo vai para as mansões da B. de São Miguel, Paripueira e até Recife.







Encontro

Tive a chance de conhecer o Edécio Lopes e com ele falar de frevo. O cara era um "monstro" neste assunto. Numa das conversas lembrei que tinha um disco onde ele estava entre os caras da foto. O LP chamado "Alafrevo" existia na casa de minha mãe. Foi meu pai quem comprou, juntamente com um outro do maestro Jovelino.

O Edécio não acreditava que uma pessoa jovem como eu tivesse essas informações. Isso porque já estava decepcionado com a chamada "nova geração" que curte mais axé e forró falso.


Agora, depois de sua morte física, bateu uma saudade da porra do passado. Principalmente porque depois que coloquei um post sobre o Edécio o Aílton "Birrada" Cruz de Angola lembrou dos tempos do Edécio junto com o maestro Ildo Rafael da "Big Banda Show".







Para minha surpresa encontrei os tais LPs e não resisti. Tá aí as fotos das capas. O próximo passo agora é providenciar cópias em CD.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Presente raro: A onda maldita

Reproduções Mauro Fabiani

Depois de 19 anos de procura ganhei um presente raro. Trata-se do livro "A onda maldida" que conta como nasceu a rádio carioca Fluminense FM escrito por Luiz Antônio Mello. Foi essa rádio quem intruduziu na cultura brasileira o rock roll brasileiro.

O livro é raro. Não existe mais para vender e nem foi reeditado. Mas, num golpe de incrível sorte, o encontrei ao conversar com o jornalista Mauro Fabiani. O cara foi o primeiro jornalista a escrever um Trabalho de Conclusão de Curso sobre o rock alagoano. A obra influenciou a mim e ao meu amigo o jornalista Keyller Simões a produzirmos o TCC Zoada Arretada.

Depois de muita pressão o Mauro me presenteou com a obra. Com lágrimas nos olhos e várias recomendações de cuidado ele acabou cedendo o livro que agora está em minha biblioteca particular.
Na foto João Barone e Hebert Vianna são entrevistados por um dos locutores.
Abaixo Celso Blues Boy (C) e Erasmo Carlos durante visita a emissora

Voltando ao livro ele traz momentos raros das bandas que estouraram nos anos 80 no Brasil. Passaram por lá Blitz, Paralamas do Sucesso, Titãs, Ira, Biquine Cavadão, Erva Doce, Ultraje a rigor, Kid Abelha, Barão Vermelho, Cazuza entre outros.

A obra é um documento importante para quem curte o rock nacional. Depois desse presente vou recuperar parte da história do rock tupiniquim.

Batista agora é Galo no céu

Foto Mauro Fabiani - Semed
Batista como jurado da Jornada Pedagógica (Gincana Infantil) em 2008

O CRB ganhou um torcedor no céu. O ilustre João Batista Braga, o "Batista" morreu vítima de uma parada cardíaca, em sua residência. Sua morte prematura pegou todos os amigos de surpresa. Irreverente, crítico e muito apaixonado pelo "Galo" mesmo nos momentos de crise do clube nunca deixou que a tristeza o dominasse.



Formado em Educação Física deixou órfão vários ex-atletas do Sagrada Família, Colégio Batista Alagoano, Sesc (Poço), Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Estadual de Educação. Batista vai fazer falta, principalmente, por conta de sua alegria contagiante.



Os amigos mais próximos contam que desde novembro, após a morte de sua mãe com quem morava, passou a ficar mais triste. A partir daí os sintomas de hipertensão passaram a se manifestar com mais freqüência. No treino do CRB no dia 30 (sexta-feira) ele se sentiu mal e queixou-se de dores no peito. Na oportunidade chegou a ser medicado pelo médico do clube.



No domingo, ao final do jogo CRB e Igaci, no Rei Pelé, voltou a passar mal. Mas, ao invés de procurar atendimento assim que melhorou foi para casa. No final da manhã de segunda feira os vizinhos estranharam o silêncio e chamaram sua irmã. Após entrar na residência seu corpo foi encontrado caído no banheiro.



A notícia de sua morte foi dada com exclusividade no programa Supertarde, da Rádio Jornal. Coube ao jornalista e radialista, Miguel Torres, divulgar sua morte. A partir daí dezenas de amigos passaram a se comunicar com a emissora sem acreditar na informação.



A lembrança que fica do amigo Batista é de um cara disposto a encarar os desafios da vida e alegrar a dos outros. Sua passagem foi marcada pela autenticidade e dedicação a família e aos amigos.




Batista viveu na essência a frase "Galo até morrer". Descanse em paz Batista! E vê se daí de cima dá força para nós aqui em baixo.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Maconha: nadador é pego dando um tapa


O super nadador Michael Phelps- que consquistou oito medalhas de ouro nas Olimpíadas da China- foi flagrado fumando maconha. A imagem foi divulgada por um jornal americano.

Na foto o atleta olímpico aparece com um tipo de cachimbo conhecido como "bong" puxando a fumaça.

Segundo informações do jornal a foto foi tirada durante uma festa na Universidade de Columbia, em novembro. O evento teria durado dois dias e como a maioria das festas americanas tinha quase todo o tipo de drogas. Desta vez só virou notícia porque um dos participantes vendeu a imagem do atleta se drogando.

Depois da divulgação da imagem Phelps foi a público e pediu desculpas por sua atitude. Ainda não esté definido, mas pode ser afastado de competições em caráter temporário.

Tapa do Márico durante entrevista




Quem não conhece o Márcio Canuto, atualmente repórter da TV Globo, pode até ignorar essa atitude dele. Mas, todos aqui de Alagoas sabe que esse tapa faz parte do jeito meio maluco de ser que o fez se tornar o Canuto que adoramos. Fica aí o registro.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Eu vi, eu vi, eu vi!



Edécio Lopes o homem que mudou o rádio alagoano. Os microfones do Estado estão mais tristes. Os fãs e companheiros de trabalho lamentam sua morte ocorrida, na última segunda-feira em sua residência.

Vítima de um AVC em agosto do ano passado ele estava em coma. Descansou antes do carnaval o período em que mais se divertia e fazia o público feliz. Lamentavelmente, deixou a "Cidade Sorriso" triste.

Cantor, poeta, radialista e pesquisador musical Edécio é de um tempo em que os homens se destacavam por sua cultura e não pela conta bancária. Inteligente e bem humorado adorava um trocadilho. Viveu para rir e fazer os outros sorrirem.

O rádio alagoano ficou mais pobre sem sua presença. Agora, perspicaz como sempre foi, deve estar no céu tentando uma entrevista exclusiva com os anjos. Descanse em paz amigo. Um dia nos encontraremos para novas conversas.

Por aqui continuamos a subir a "ladeira do Farol" e parando eu seus mirantes a olhar. Felizmente Deus nos deu a chance de conhecê-lo. Eu posso dizer a quem perguntar "eu vi, eu vi, eu vi". E, melhor ainda, o entrevistei.

Valeu Edécio. Com vc se foram as "Manhãs Brasileiras".

Comentário do Aílton Cruz - Angola/África

Lindo, simplesmente lindo este texto.Meu amigo não foi só vc que conheceu Edécio Lopes, eu tive este privilégio, como também toquei subindo a ladeira do Farol. Ele e o maestro Ivanildo Rafael e Juvenal Lopes, vão compor lá em cima.

Dessa vez a bandinha vai tocar.

Ailton Cruz

domingo, janeiro 18, 2009

Na onda do Obama
















A semana será marcada - para a história política mundial- pela posse do presidente Barack Obama. Realmente o cara está na crista da onda. A expectativa de ações diferenciadas que favoreçam a paz e remende mais uma vez o capitalismo mundial é muito grande.
O fato de ser o primeiro presidente negro do país, que ainda vive sob o domínio do racismo em
alguns estados, é um tapa na cara dos hipócritas e neo-nazistas.

Daqui do Brasil torço por seu sucesso e que tenha forças para suportar as pressões. E não serão poucas. A turma de Bush vai apostar em seu fracasso para daqui há quatro anos voltar ao poder. Lá é assim!

Mas, creio que como Obama vem de uma outra geração de políticos, além do fato de ser negro sabe que precisa fazer o melhor.
Durante toda sua vida só venceu por soube jogar de acordo com as regras. Em relação ao Brasil espero que não tire onda. Outro dia fiquei decepcionado com uma fala sua que dizia que a Amazônia era área internacional. Nem o Bush se atreveu a intervir por aqui. Espero que não parta justamente do Obama essa idéia.

No mais acredito que o Barack não seja só uma "onda".

Obs. Essa foto foi tirada após a eleição de Obama quando tirou férias na Califórnia. A localizei, por acaso, na blog de loja de surf Outlet13ericeira. No flagrante Obama aparece praticando "Jacaré"- como chamamos aqui em Maceió. Coincidência, ou não, ele foi para a direita.

sábado, janeiro 17, 2009

Show do Birrada

O repórter fotográfico Aílton Cruz ( O Jornal-Estadão) , o "Birrada" vive o momento mais importante de sua carreira.

Em Angola para onde partiu há três meses tem visto e registrado imagens impressionantes.

O resultado pode ser acompanhado em seu blog. É um show de imagens. Seja pelos personagens, ou pelo cenário as fotos nos brindam com o olhar peculiar do Aílton.
Em meio a locais destruídos o país que está em reconstrução. O que para muitos poderia ser um visual desolador, nas lentes do Birrada vira poesia.

O impacto visual das fotos tem conquistado, inclusive, o governo e os leitores angolanos. É por isso que os caras querem que o Birrada fique mais tempo por lá.

No final do mês o nosso "Papai Smurf" chega em Maceió para ficar 15 dias. Depois arruma a mochila e volta para Angola.

Enquanto isso não ocorre matamos saudades dessa figura cativante através do seu olhar.

O cara tem andado por cada lugar inusitado que só ele mesmo para contar. Até "cemitério" de navios já entrou na pauta.
Entre uma andança e outra um barquinho perdido no lago vira cartão postal. Já nas ruas é possível ver o impacto da crise econômica. Basta observar a "montanha" de dinheiro (ao lado) que é necessária para trocar dólares pela moeda local.



sexta-feira, janeiro 16, 2009

Sacanagem


Em meio a tanta sacanagem na cena política local, os alagoanos não perceberam que um diretor de produções pornográficas gravou um filme usando como locações Maceió. Intitulado "Loucuras no Nordeste" o DVD já é vendido abertamente nas ruas por ambulantes. As cenas foram gravadas em pontos turísticos da capital. Até o elevado do Cepa serviu para uma transa.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

No Nelsão não...o futebol que se FAF




A crise do futebol alagoano tem um novo capítulo. Depois da interdição parcial do Estádio Rei Pelé-aquele que por pouco não virou Rainha Marta- está mais embolado que rapadura no fogo. Depois do atraso de uma semana uma ampla reunião decidiou, ou impôs, que o início da competição seria no Nelson Peixoto Feijó.
A praça esportiva pertence ao Corinthians Alagono, simplesmente o clube mais organizado do Estado. Mesmo sem ter torcida lá tem quem mande. É o presidente João Feijó. Ele é irmão do presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Gustavo Feijó. Mas os dois caminham por lados opostos da calçada.
Foi o Feijó da FAF quem falou que o campeonato começaria no "Nelsão"- que tem esse nome em homenagem a seu pai. Só que esqueceu de avisar, oficialmente, ao Feijó do Corinthians.
O detalhe é que depois de uma reunião de horas, tudo que foi decidido caiu por terra.
Diante deste quadro sou obrigado a concordar que os campeonatos de "várzea" ou de "barro duro" são mais organizados que o Campeonato Alagoano.
Aí alguém vai dizer...ah mais nosso futebol tem tradição e torcida. Mas quem disse que a tradição e a torcida são importantes. Onde está esse poeta ou filósofo. Em Alagoas isso é um detalhe menor.
Na prática no futebol somos tão medíocres quanto na política. Aliás, o grande problema aqui é que se faz muita política e pouco futebol. Somos fadados a sermos os "bola murchas" do Fantástico.
Lamentável mais esse gol contra. Desta vez não poderemos se encaixar naquele velho comercial que dizia: Se no Recife tem... Por um simpleste detalhe. Lá, tem futebol!
Sugestão
Para resolver esse impasse sugiro que o Alagoano 2009 seja disputado através de partidas de Play Station. O jogo eletrônico é perfeito. Tudo funciona e os jogos acontecem só pela vontade de quem curte futebol.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Garrincha com a camisa do ASA


Em pé: Lula (massagista), Júlio Silva, Clóvis, Géo, Tião, Zito , Lula e Veludo.
Agachados: Santos, Garrincha, Bado, Laranjeira, Canhoto e Bió.

É verdade. O nosso glorioso ídolo Garrincha já vestiu a camisa do alvinegro de Arapiraca (2º maior cidade depois da capital Maceió). Foi durante partida de apresentação, em 1973, num campo de barro onde hoje está localizado o Estádio Municiapal de Arapiraca Coaracy da Mata Fonseca.


Para estar bem no dia seguinte o promotor da partida junto com o epresário do Garrincha, praticamente, o prenderam no hotel. Ele passou parte da noite dando piques pelo corredor e corridinhas sem sair do lugar. Na hora da partida deu um show e encantou a todos.


Já tive a chance de escrever sobre essa história para a Gazeta de Alagoas. Durante a pesquisa descobri que por conta da passagem do Mané pela cidade quando foram mudar o escudo do time o artista colocou a bandeira do Botafogo na posição invertida.


Até hoje, quando vou comentar, eventualmente, algum jogo na cidade, é comum encontrar no meio da torcida gente com a camisa do Fogão para torcer pelo time local.


Essa nem o Roberto Porto sabia!

Publicitária transforma blog em livro

Um fato inusitado e uma resposta surpreendente. É assim que defino o que ocorreu com a publicitária mineira, Cristina Guerra. Ela ficou viúva quando estava grávida de sete meses. Seu companheiro faleceu por morte súbita.
Diante da tragédia da vida e da poesia do nascimento ele teve a idéia de relatar, num blog, quem era o pai. O objetivo era apresentá-lo para o filho. A experiência, ao mesmo tempo emocionante, virou um relato apaixonado e apaixonante.
Os textos baseados na dor e na felicidade se transformaram em livro. O blog continua como uma espécie de livro vivo, com cenas dos próximos capítulos.
Na edição de hoje do jornal Tribuna de Alagoas o jornalista João Dionísio editou material trazendo detalhes do drama da vida real.
Não sei se terei coragem de acompanhar o blog. Mas, indico para os amigos que por aqui passam como prova do "poder" que este espaço virtual tem. Aqui o impossível é viável.
Abraços!

Click no link abaixo e conheça o diário virtual
http://parafrancisco.blogspot.com/