terça-feira, março 30, 2010

Armando virou uma estrela alvinegra


Pausa.
Daqui para a frente vai ser assim. Como uma pausa. Ninguém será capaz de preencher aquele (espaço)         O Dono dele não volta mais. Aliás, esteve fora, Armando por aí. Nogueira de sobrenome, veio da mata para a cidade. E logo a maravilhosa. Lá perdeu a virgindade da escrita e da vida. Cresceu! Gostava sempre da verdade. Do preto no branco. Virou botafoguense. Daí pra frente fintou prá lá e prá cá. Fez que ia e não foi, assim como um drible. De preferência de Garrincha - seu ídolo.

Orlando era genial. Compensou sua inabilidade para o futebol voando de outras formas - em seu ultraleve e nas palavras. Surfava no melhor estilo do poeta, de leve. Suave como um gol no ângulo, mostrado em câmera lenta. Daqueles que só acreditamos porque foi filmado.

Esse era seu olhar. Enquanto todos viam o lance ele enxergava o romance. Aquilo que pudesse ser contado, a qualquer tempo, sem prejuízos. "O texto não evelhece, se transforma", acreditava Armando.

E assim transformou histórias em contos fantásticos. Crônicas certeiras da alma do brasileiro, em especial os botafoguenses. O mestre nos dava orgulho não só por ser inventor. Mas por se emocionar com a vida do alvinegro carioca. Por ele chorou, fez chorar...

Homenagem de Juca Kfouri no UOL





Armando vira estrela no Botafogo





Crônica de Armando Nogueira sobre Garrincha

quinta-feira, março 25, 2010

quarta-feira, março 24, 2010

Revolução em 3B

Fudeu meu ócio. Pô! Esse tal de BBB 10 é fogo mesmo. Nem nos momentos de ócio escapo das lapadas desse conteúdo. É como uma espécie de peido entalado na calça jeans. Cê tira a porra à noite e ele tá lá.

Mal sentei para usar os últimos momentos de ócio - antes de iniciar o segundo tempo- sou supreendido por uma entrevista, no Vídeo Show, de uma ex-BBB. Era Ana Mara, a Maroca, abrindo o seguinte questionamento: por que mulher não pode ganhar o BBB? "Isso é um absurdo!", completou a ex- policial que adorava rebolar dentro da "Casa dos olhos".
Um dia após ser posta para fora continua falando alto e sem parar. É tanto alvoroço que até esconde sua beleza morena. Como também sou bairrista estou com ela porque é pernambucana. É da minha região porra!

Diante de uma reinvindicação tão importante para a mudança social e dos problemas que cercam a falta de espaço para mulher, no mercado, é impossível não me sensibilizar com isso. A partitr de hoje defenderemos que uma mulher ganhe o BBB 10. Chega de exclusão! Vamos rachar com a tradição do BBB.

Realmente isso é muito importante. Se está no horário nobre da TV e da maior delas, a Globo, é porque deve ser algo bom para as pessoas.

E principalmente vindo de uma ex-policial militar que conhece a realidade cruel das ruas. Pôxa vida! Por que não lutar para que uma mulher ganhe o BBB 10? A própria Ana Mara foi a luta e largou o emprego fixo que tinha na PM. Deixou de ser funionária pública para se tornar figura pública.

Então vamos montar a estratégia. Ninguém sai de casa quando os paredões forem lançados. A regra é se fixar no computador e telefonar bastante. É para estourar a ponta das unhas. Até encraverem na carne do dedo. Depois bota vinagre com sal.

A partir daí não deixar de conversar com pessoas próximas, até a família vale, para que fiquem votando em suas escolhas. Não se preocupe qualquer dona de casa, estudante universitário, advogado e médico sabe do BBB. Insista para os que negam. Esses são os que sabem mais.

Pronto! Assim a gente garante uns votos importantes. E aí será o que Deus e o Boninho quiser. É só se preparar para mais um texto brilhante do Pedro Bial, daqueles capaz de nos fazer chorar -de raiva- e esperar o tchan!

Ah! Como organizador da campanha não preciso ser procurado para ser convencido. Eu sei a importância desse processo de mobilização.

Já estou preocupado é com o futuro. O depois. Se de fato uma mulher vencer o BBB 10 vai acontecer o que mesmo? Será que finalmente, no ano que vem, além do Alemão que vende os megaprodutos  BBB 10 teremos nossa representante feminina com aquela empolgação.

Aí sim é inclusão da mulher no mercado.

O problema é que só sobrou a Bia e a Fernanda de mulher. E ainda tem o Di César e o Dourado (velho intelectual de BBB que a Globo ressuscitou com o apoio do público). E agora? Quem escolher?

Vamos ter que fazer um prova de resistência. Chama o Bial?

segunda-feira, março 22, 2010

Dia mundial da água


Somos água. Precisamos de água. Nos divertimos tomando banho nas águas. Mas maltratamos nossos mananciais. Que incoerência! Sem falar que a desperdiçamos como se fosse algo que pudesse ser reposto.

Ledo engano. A água tá acabando. É porque nós estamos destruindo suas fontes e as florestas de onde brotavam as nascentes. Quem pena! O munto tá mais quente, precisamos tomar mais água e também tomar mais banho por conta do calor.

Nessa ciranda da vida estamos destruindo o que é vital para nós. Temo pelo dia em que não contaremos mais com a água como hoje. Isso significa que teremos que lutar, entrar em guerra mesmo, para consegui-la. E essa batalha, possivelmente, será vencida pelos mais ricos e os mais fortes - os jovens. Lamentavelmente!

Talvez um dia, quando minha filha estiver lendo isso esteja vivenciando essas situações. Desculpa filha, fomos nós quem contribuimos para isso. Seu pai tentou, lutou e alertou. Mas minha voz e a de outros tantos  não tinham eco. E quando tinham eram mal interpretadas.

Sinto muito!

Los hermanos baquetas

Dia de sorte. Enquanto acompanhava o repórter fotográfico Robson Lima pausa para outra pauta. Eis o personagem, Beto Batera (centro). Para completar a tarde, chega outra fera, o músico Carlos Bala (esquerda), irmão de Beto.

Ganhei a tarde. Primeiro porque conheci de perto o Beto, de quem sempre ouvi falar. E depois porque vi o Bala de perto. O cara simplesmente é um dos maiores músicos do Estado e tem seu nome assinando grandes produções.

Já Beto dispensa comentários. Sempre bem humorado, mesmo na doença (ele luta contra uma inflamação no fígado), deu boas gargalhadas com a gente. Contei para ele que quando era adolescente queria aprender a tocar bateria e um amigo tinha falado dele. Porém, rapidamente desaconselhou porque ele (Beto) não tinha muita paciência. Ao término da história ele confirmou que não tinha mesmo.

Beto é um mestre das baquetas. Por isso, teve agregado ao nome uma referência ao próprio instrumento - a batera. Fica aí o registro desse dia diferente de todos os outros.

Saúde Beto!

sexta-feira, março 19, 2010

Família unida não se abala


Um dia desses a terra tremeu. Foi lá em Santana do Mundaú, no povoado Mobaça, uma região Quilombola. Fui conhecer o lugar e falar com as pessoas para uma matéria. Ao chegarmos no sítio da D. Raimunda surge essa família aí. D. Pata e seus Patinhos. Oia a reca!

Daí fica a lição para nós. Em tempo de tremores, família unida não se abala!

Pata que pariu!

A foto é do poeta, disfarçado de escritor, camuflado de repórter fotográfico e encarnação de jogador, José Feitosa, leia-se Zé da Feira.

terça-feira, março 16, 2010

Campanha


Quem exagera na bebida não corre risco apenas no trânsito. Também pode bater com a cara no chão do banheiro.
Aí dá merda!

domingo, março 14, 2010

Glauco foi morto por um Geraldão


Glauco era um dos cartunistas que aprendi a acompanhar desde a adolescência. Junto com Angeli (Chiclete com Banana) e Laerte formavam "Los três amigos". Humor escrachado e cercado de crítica, além de uma dose gigantesca de "no sense".

O próprio Glauco mesmo criou o Geraldão. Um doidão que tomava todas as drogas e vivia as turras com sua mãe. Sua marca são seringas no nariz e copos com substâncias alucinógenas.
E foi um desses personagens da vida real - que Glauco tentava ajudar- que ceifou sua vida de forma estúpida. Com sua fé e crente em seu poder pensou que poderia enfrentar o mal de frente.

Desta vez não deu. Glauco morreu a tiros ao lado filho Raoni no sítio em que moravam e faziam cerimônicas do Santo Daime. O local cercado de paz tem agora sua imagem associada a um ato de extrema violência.

Os fiéis da igreja de Céu de Maria perderam um guru e um líder. Já o Brasil ficou sem o cartunista genial e disposto a levar um pouco de humor para nós.

Ironicamente sua última tira na Folha de S. Paulo mostrava uma situação em que um louco entrava numa casa e atirava numa pessoa. No dia seguinte a sua morte o jornal deixou os espaços onde Glauco publicava em branco. Bela Homenagem para deixar claro o vazio que fica com sua partida.

Adeus Glauco, obrigado por ter plantado uma semente de bom humor por aqui.

Click aqui e assista entrevista do Glauco









terça-feira, março 02, 2010

Fim... Agora só depois de onze meses!

É fim de férias. O ócio oficial remunerado chegou ao seu final.
Afinal o carnaval passou e é hora do ano começar.


Tá na hora de voltar.
Foda é desarrumar a bagagem.