segunda-feira, dezembro 27, 2010

Padre alagoano surfa para atrair sufistas para a igreja em Noronha




O Padre Glênio Guimarães é alagoano de Penedo. Na semana passada foi destaque no Jornal Nacional por surfar e atrair fiéis surfistas para suas missas na ilha de Fernando de Noronha. A ideia original e divina o projetou nacionalmente também por ser o primeiro padre a morar em Noronha. Outra boa surpresa é que Glênio é irmão de meu amigo, o radialista e assessor de comunicação, André Braga.

Valeu padre siga adiante na onda da fé!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Mortes oriundas do crack(nóia) expõe violência sem controle em AL

Sem controle e perspectiva de solução. Essa é a situação da violência em Alagoas- com destaque para a periferia da capital Maceió. O crack está em toda a parte seduzindo jovens, adolescentes e crianças de todas as classes. No embalo da pedra e das dívidas oriundas de seu consumo desenfreado, muitos têm pago com a vida os momentos de torpor gerado pela fumaça.

As cenas das  mortes não chocam mais.Até chamam a atenção, mas se tornaram banais e não criam nenhum impacto. A cada noite, em média, morrem três jovens em acerto de contas. Seus algozes, em geral, são "soldados" do tráfico que também serão vítimas um dia.

Em meio a tanta insanidade e crueldade nossa juventude tem se dissipado em meio ao sangue e diante dos olhares curiosos. O choro das mães e pais ecoam na madrugada, ou até mesmo durante o dia. 

Enlutada famílias com seus corações despedaçados convivem com a dor e o sofrimento de ver o corpo do filho querido exposto a barbárie, nas escadarias, nas valas e até pendurados.


O crack, mais conhecido como nóia, por conta da "paranóia" que causa nos usuários, chegou aos bairros nobres. A Gazeta de Alagoas mostrou em reportagem do repórter Maurício Gonçalves que ele está disseminado entre os moradores de rua e guardadores de carro.

Assim como as pedras no chão, a "pedra da morte" tem fácil transporte, preço baixo e provocam uma devastação no futuro dos usuários. Enquanto uns poucos lutam no combate, muitos se omitem.

Aliás, o crack só se tornou epidemia por conta da omissão das autoridades policiais. Não me refiro aos que investigam e prendem, mas aos que poderiam agir com inteligência e desarticular os poderosos traficantes. Estes moram em boas casas, frequentam grandes restaurantes e não são usuários.Pelo contrário, usam seu poder para subornar e se esconder à sombra das instituições.

A pergunta que fica é até quando?Será que precisaremos nos tornar um Rio de Janeiro, aparecermos no Tropa de Elite, para enfrentarmos essa questão de frente?



terça-feira, novembro 23, 2010

Sem provas, nem investigação, polícia criminaliza vítima de homicídio

Em momento de profunda dor, como pai, depois de enterrar meu filho assassinado por dois tiros na cidade de Matriz de Camaragibe, vejo que os delegados Belmiro Cavalcante e Socorro Almeida brincam de fazer polícia, na Delegacia Regional de Matriz, conhecido espaço de tortura de jovens pretos e periféricos, com a anuência de ambos e o silêncio de pais temerosos, segurado pelo corporativismo dos dois delegados brincalhões.


Ao justificar a morte do meu filho, a delegada disse ao Cada Minuto que ele “possivelmente era usuário de drogas”. Induz a quem lê a uma justificativa pertinente: morreu, por andar em más companhias, fora do eixo ou dos padrões sociais. A sociedade- zelosa- vê extirpado mais um mal social pela nossa delegada formada nas academias televisivas do CSI Miami.

Funcionária pública, a delegada não cumpre seu dever administrativo. Se meu filho era traficante ou usuário de drogas, porque não estava preso? Um perigo social à solta com conhecimento da Polícia rende um bom exercício de lógica.

É porque a palavra “possivelmente” serve para mostrar a canseira que é o trabalho policial da profissional supostamente ilibada e duvidosamente competente nos plantões de uma delegacia distante da capital e dos olhares da Delegacia Geral da Polícia Civil.

Meu filho foi assassinado uma hora da manhã, do dia 22. Minha esposa e eu estávamos em Maceió. Quinze minutos depois, recebi um telefonema informando que meu filho havia sofrido um acidente e estava morto no Hospital de Matriz. Chegamos ao município no meio da madrugada.

Na burocracia para a liberação do corpo, estive duas vezes na delegacia de Matriz. Sequer vi a delegada. Ela cochilava em sua sala, na sesta das primeiras horas da manhã. E do seu birô, ela inventou a versão “possivelmente usuário de drogas”.

Os agentes do plantão- estes sim fizeram as diligências- me informaram que fizeram buscas atrás do assassino do meu filho e não obtiveram sucesso.

Há quatro anos atrás, capitães do mato do delegado Belmiro Cavalcanti determinaram a prisão do meu filho, então com 12 anos, por ele ter acertado o carro da polícia com uma peteca. Ele foi arrastado pela cidade, algemado, torturado, chamado de “maconheiro” e “ladrão”.

Na delegacia, o delegado Belmiro fez questão de enfatizar a covardia, típica dos bajuladores: fez meu filho ficar preso em uma sala, próxima da cela onde estavam presos. Ele foi acusado de arrombar uma escola. Belmiro mentiu. Meu filho estudava em Maceió e nunca arrombou escolas. Belmiro mentiu de novo. Não era usuário de drogas. Belmiro mentiu de novo. Não era ladrão.

Movi um processo contra o delegado. O Ministério Público Estadual e o Judiciário de Matriz “esqueceram” a ação. Fui chamado de “repórter perigoso”.

Por quatro anos lutei para ajudar um filho atormentado, revoltado com a família, pelo episódio da delegacia, por ele achar que estava quebrada a confiança de pais que o ajudavam nos momentos mais difíceis. E não estavam ao lado dele, na delegacia.

Conselhos e ajudas não foram suficientes. Meu filho apartou várias brigas em Matriz, para ajudar os amigos. Na última delas, ele perdeu a guerra que ele movia contra ele mesmo. Tombou ao chão, com um estampido no ouvido esquerdo e um tiro na barriga.

A versão das drogas fica por conta da Socorro e seus plantões relaxantes e o eterno delegado de Matriz, Belmiro Cavalcante, servidor público com uma carreira incrivelmente fracassada no combate ao crime e a prostituição infantil.



Odilon Rios Lima

Jornalista MTB 840 /AL

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P.S.
Me solidarizo com o companheiro Odilon e sua esposa Ana Cláudia. Ambos são especiais para mim. Sei da dor e, principalmente, do sentimento de tristeza diante dos fatos publicados. Nos colocamos a disposição para qualquer mobilização contra qualquer um que queira "matar" pela segunda vez Alextaine, brutalmente assassinado enquanto tentava por fim a uma briga.
 
Força irmão!

sexta-feira, novembro 19, 2010

Novos modelos de empresas viram destaque em série do Jornal da Globo


Esta semana o Jornal da Globo vem apresentando uma série sobre a nova realidade do mercado de trabalho mundial. Em pauta empresas dirigidas por profissionais da Geração Y (nascidos na década de 80-90). Um dos destaques apresentados foi o dono da empresa Facebook. Isto mesmo o site de relacionamentos que ameaça o Orkut em número de acessos, conta até com um engenheiro brasileiro.

Vale a pena assistir.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Advogado de ex-goleiro Bruno é filmado consumindo crack em favela


Depois do país ficar atônito com a versão de que o ex-ídolo e ex-craque do Flamengo, Bruno, pode ser o mandante da morte de sua ex-amante, Eliza Samúdio, outra bomba acaba de explodir. Desta vez envolve o seu advogado, Ércio Queresma, que foi flagrado usando crack.

O vídeo, possivelmente filmado com celular, foi feito numa favela em Minas Gerais, atrás do Departamento de Polícia. Queresma aparece sentado sendo assediado por vendedores e viciados em crack que lhe cedem o cachimbo.

Ao saber da existência das imagens, ele toma atitude corajosa de ir a TV Alterosa (SBT) e admitir o vício. Segundo Queresma ele luta há oito anos para se livrar do vício, mas já teve três recaídas.

E agora? Será que isso vai complicar - ainda mais- sua atuação no caso Bruno?

O sonho das mulheres americanas. Será que só delas?


A foto acima mostra 9 participantes de um concurso de beleza para  um programa de TV nos Estados Unidos que se chama 'The Swan' (o cisne - nosso patinho feio), e o que fazem é mudar as candidatas. Mudam tuuuuudo para que elas fiquem lindas.O processo dura 3 meses e em nesses 3 meses elas não podem ver a familia nem podem ver a si mesmas no espelho (são desligadas). São treinadas por "experts" e por cada temporada do programa, participam de sessoes onde expôem porque estão complexadas por seu aspecto, e os mudam. No final de cada programa escolhem uma ganhadora.

Depois de um incrível "makeover" (transformação), as ganhadoras dos 9 programas estão como na foto...


MARIDOS INVISTAM EM SUAS MULHERES!!!!!!!

quarta-feira, novembro 10, 2010

Só o câncer calou Mendonça Neto


Morre Mendonça Neto, jornalista, ex-deputado estadual/federal e escritor.

Mendonça foi polêmico até nessa hora. Sua morte foi anunciada ontem e desmentida, minutos depois. Ou seja, como jornalista deu furo na própria morte. Morreu um dia depois! O Mendonça era fogo mesmo. Tinha como lema:- a voz que não cala! Como político era dono de uma oratória devastadora. A sua época bradava em defesa das causas sociais, a exemplo da vereadora Heloísa. Sua última luta foi ao lado dela, quando tentou pela última vez uma cadeira na Assembléia Legislativa pelo Psol. Não venceu!

Siga em paz, Mendonça!

quarta-feira, novembro 03, 2010

Notando tudo...
que vc nem notou



Maior

Em sua primeira entrevista depois de reeleito, Téo Vilela, se comprometeu em cuidar do "Maior Abandonado". Boa decisão! Mas ande logo porque já mataram 31 moradores de rua. Daqui a pouco chega em 45.

Palanque desarmado

Téo falou em desarmar os palanques. Concordo! É hora de guardar as "navalhas", os inquéritos e dar uma pausa para chupar um picolé Caicó.

Concurso

Outra boa notícia anunciada por Téo, o sufista da onda azul, é que vai realizar concurso público.
-Se tiver vaga para jornalista entre os cargos, por favor contemple o piso da categoria. Elimine dos editais a figura do "técnico em jornalismo".

Obama

Antes de ver seu partido perder vagas na Câmara dos Deputados americano, Obama ligou para Dilma. E não foi para dizer que "Dilma, agora, o você é o cara!", como estão espalhando os chorões do Serra. Isso não faz bem pessoal.


Serra

Sem se entregar, ao admitir a derrota, Serra disse que a Luta está só começando. Não entendi bem. Vai ver ele acredita naquele negócio de que "Os últimos serão os primeiros".


Nas neves

Aécio está frio. O partido já começou a jogar contra. O péssimo resultado de Serra na terra do queijo, associado a vitória de Dilma, não foi engolido pela cúpula. O neto do Tancredo Neves pode até ser expulso. A idéia é ver Aécio na Sibéria com as(os) Neves de lá.

Piada

Outra piada dessas pode acontecer aqui.Diante da especulações de que o quase ex-secretário, Paulo Rubim, pode indicar Pinto Lula para o seu lugar, o presidente do PT e candidato a vice derrotado, Joaquim Brito, ameaça expulsar Luna.

Piada 2

Expulsar de onde? Do PT? Mas o PT esteve com ele em algum momento? Queimá-lo vivo, antes das eleições, já não foi uma expulsão? Pois então saia Luna. Sua estrela é maior que a do partido.

Dilma na TV

Dilma foi a entrevistada do Jornal Nacional, da TV Globo. O furo jornalístico só não completo porque Wiilian Bonner ficou "acabrunhado" para entrevistá-la. No melhor estilo "Faustão", conduziu a entrevista baseando-se em matérias feitas pela equipe da Globo. Só não virou o programa domingueiro porque Dilma não chorou. E ainda perguntou se a etrevista era uma novela. Aí o Bonner emendou dizendo que poderia ser e com um final feliz.

Pires

É meu amigo, a postura do Bonner, prova de que até a Globo sabe a hora de "baixar a guarda" e apresentar o pires. É alisando que se recebe. Isso se chama "libertinagem de empresa". Às vezes confundida com "liberdade de imprensa".

Jabour

Gostaria de ver o Arnaldo Jabour comentando isso. Será que ainda seira capaz de culpar a Dilma ou o "Lulismo", como gosta de falar. Ah! Uma sugestão Jabour: faz um filme sobre a vida do Serra! O título poderia ser esse: "Escorreguei duas vezes no Lula". Mas se puder ser uma pornochanchada, o melhor seria assim: "Lula é foda!"


Fumaça

Virou fumaça a proposta de legalização da Maconha, na Califórnia, Estados U da América. O não venceu. É que muitos maconheiros na hora de votar, estavam tão chapados,que erraram a escolha.

Fumaça 2

Um dos argumentos dos defensores do Sim é que a cobrança de impostos chegaria a U$ 1,5 bilhão de dólares. -Que viagem!



terça-feira, novembro 02, 2010

Dilma vence em Alagoas e Téo, o tucano, ajudou


Dilma venceu. Com ela a história do país que tem mais um fato único: a eleição da primeira mulher presidente. Dilma, a cria administrativa de Lula, foi eleita. Junto com sua vitória a derrota de José Serra abriu uma crise na oposição.

Depois de barrarem Aécio, para bancarem Serra-pela sengunda vez- eles jogaram todas as fichas numa campanha sem conteúdo. Alíás, deram conteúdo para temas como aborto e casamento (ou união civil homossexual) em tom preconceituoso.

Resultado é que o tiro saiu para a culatra. Depois de "vencerem" e colocarem Dilma no 2° turno os  marqueteiros de Serra apostaram mais uma vez no "terror" como arma. Deu tudo errado. O povo queria agradecer a Lula pela sua política social e votou em Dilma.

O desempenho de Lula foi tão execepcional que até em estados como Alagoas, onde o favorito era Téo Vilela do PSDB, Serra não teve espaço. O "acordo branco" fez Vilela não explorar a imagem de seu candidato, em detrimento do respeito e consideração ao Governo Federal.

Isso só demonstra o quanto Lula rompeu barreiras.A principal delas foi a fidelidade. Isso porque, nem ele, veio a Alagoas pedir votos para seu candidato, o ex-governador Ronaldo Lessa.

Assim ficou fácil para Dilma e para Téo. Ou seja, em nome dos acordos para eleição nacional, as questões locais foram deixadas de lado.Na prática Lula e Dilma devolveram a Ronaldo sua postura, ainda no primeiro mandato do petista, quando ele foi para oposição.

Na política como na história, Alagoas ficou de fora das discussões nacionais. Lessa perdeu, o PT de Alagoas continua de fora do cenário do país e Téo, o tucano que Dilmou de vez, foi mais fiel que os aliados reais de Lula. Estranho isso, não? Mas são coisas que só acontecem em Alagoas.

domingo, outubro 31, 2010

Dilma vence e hackers invadem site de Serra


Caricatura colocada no site do Serra, pouco antes do anúncio da Vitória de Dilma. Trata-se do Sr. Burns, dono da fábrica onde trabalha o Hommer Simpson, do desenho Os Simpsons!

sexta-feira, outubro 29, 2010

O homem pegador


Cada um desses que ele tem no rosto foi uma mulher com quem ele ficou.
Esse é o homem pegador.
Tá na cara, né!?

Notei no debate



Debate 1

O espaço criado pela TV Gazeta foi de debate ou de bater? Foi tão feio que até o mediador, jornalista Alexadre Garcia, ficou sem graça.

Debate 2

Teve uma hora que não sabia se estava num debate ou numa acareação. De um lado Lessa acusando Téo, que o acusava em seguida. E o pior é que eles eram amigos até quatro anos atrás. Não lembram não?

Debate 3

Quem saiu vencedor do debate? Para mim foi o Picolé Caicó. Foi citado quatro vezes, pelos dois candidatos e em horário nobre. Nobre não era a crítica. Foi aí que percebi que tinha entrado numa fria ao decidir assistir.

Debate 4

Outra que não foi esquecida foi a Polícia Federal. Nunca foi tão lembrada. É possível até que o órgão entre com uma ação pedindo direito de resposta.

Debate 5

Ao final do debate quem o assistiu para se decidir ficou com mais dúvida. E agora? O temor é de uma grande ausência do eleitor no domingo, que pode emendar com o feriadão prolongado. Como a multa é de R$ 5,00 tem gente optando por viajar com a familia.

Final
Agora se eu sobesse ao invés de pipoca tinha comprado era picolé.

quinta-feira, outubro 28, 2010

O Polvo enganou

Paul morreu. Calma, não é o MacCartney, mas sim o polvo que foi usado num esquema de falsas adivinhações durante a Copa do Mundo. Incapaz de prevê seu próprio fim, mesmo pagando com a vida, a polêmica entorno de seu nome não acaba.

O bichinho cheio de tentáculos vai virar estrela de filme. Pelo visto o seu primeiro e último envolvimento com a sétima arte, será póstumo.

Digno dos vultos e celebridades, que surgem no melhor estilo Andy Warhol, ele só teve sua história revelada após a morte.

Putz!! Forte isso não?

Numa pequena distração na sonoridade das palavras, no trocadilho quase inevitável, o molusco Paul, ou melhor, "o polvo enganou". Até sociologicamente a expressão não combina, já que normalmente é o povo que é enganado.

Assim foi a vida de Paul. Cercada de flashs e notícias mentirosas sobre o resultado dos jogos. Crianças, velhos em abrigos, moradores de rua (os sem abrigo), todos se comoveram com Paul. Alguns, por conta da fome, até tinham fantasias gastronomicossexuais.

O fato foi que Paul esteve na boca do povo. E depois de sua morte, literalmente.

Mídia

Invenção barata da mídia, Paul morre para se tornar mito. Um mito que revela o poder das empresas de comunicação. Das agências de notícias. Dos grandes mono e oligopólios de comunicação do mundo. Isso é a prova de que não liberdade imprensa, mas sim de empresa.

E até de mim, que estou aqui emocionado, fungando, quase indo ao banheiro limpar o nariz.

Snif!

 A grande dúvida é saber se Paul morreu. Afinal, viverá sempre...ou melhor, até enquanto dure a busca por um novo molúsco (ou mamífero, ou ...).

Será que foi morto para não entregar o esquema corrupto da copa? Ou teria morrido na Copa e, somente agora, vazou seu óbito. 

Na Europa já surgem especulações sobre uma "Teoria da Conspiração". Mas aí é viagem demais...já não dá para mim. 

STF x Clássico do futebol terminam empatados

Cada vez mais a Justiça afina seu discurso com o futebol. Empate já virou coisa comum no Campeonato Brasileiro e nas sessões do Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem mais uma vez a partida Ficha Limpa x Sociedade ficou empatada.

O cinco a cinco do supremo, se tornou previsível desde que estava na pauta o caso do Governador Roriz. Aquele lá de Brasília - que desistiu e botou a mulher pra ser candidata com a cara dele.  

Desta vez quem estava na área era o Jader Barbalho. Impedido é claro, mas podendo fazer um gol a qualquer momento. O jovo foi violento. Entre caneladas verbais e jogadas ensaiadas, os ministros voltaram a optar pela indecisão.

Em meio a discussões acaloradas. Pra não dizer baixaria de altonível jurídico, o ex-presidente Gilmar Mendes declarou: "É uma lei casuística para ganhar no tapetão"!

Tá aí a prova de que estamos falando de futebol. Pelo menos, desde que eu era pequeno, quem ganhava no tapetão era clube de futebol, não?

É a regra desse jogo tá cada vez mais cheia de enrolada. Querem roubar para algum time. Só não é o meu, nem o seu cidadão.

Também pudera. Nunca acreditei em jogo que é jogado com todo mundo se vestindo igual. Lá no STF é assim. Todo mundo quer ser o juiz. Cada um quer ganhar no grito. O problema é que todos sabem argumentar. Coisa que o povo, nem entende.

Mas o resultado ficou igual ao que conhecemos. O duelo do supremo foi como ao encontro de Corinthinas e Flamengo, que terminou 1x1. De cada lado só cabeção e dono do pedaço.

Vendo os dois jogos, o do supremo e o clássico brasileiro, o empate foi o melhor resultado. Mesmo não ajudando o Botafogo.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Depois de vencer o Vitória Bota torce por derrota do Timão




O encontro entre Corinthians e Flamengo na noite de hoje vai fazer muito botafoguense virar urubu. É que para o Glorioso é melhor a vitória da urubuzada. Principalmente porque depois de vencermos o Vitória da Bahia, por 1x0, subimos e estamos em 6° na tabela do Brasileirão.

Foi um belo gol marcado por Marcelo Cordeiro. De falta ele acertou o ângulo esquerdo do goleiro Viáfora, que ainda tocou na bola, mas não deu. Cordeiro vibrou muito com o feito e partiu pra galera.

É!!  Tem coisas que só acontecem com o Botafogo. Tais vendo tu! Quem diria que chegaríamos a este ponto. Mas a vida, ou melhor, o futebol tem dessas coisas. O negócio é torcer para essa lástima mesmo.

Vamos lá urubuzada. Só por hoje, só hoje....uma vez Flamengo!

segunda-feira, outubro 18, 2010

Tudo valeu!



Alô Galera!

Estamos de volta para abastecer o blog depois de dois meses com aparições irregulares. O motivo foi justo. Como alguns sabem fiquei a frente do programa Cidadania, substituindo o seu titular, o radialista França Moura (Rádio Jornal - AM 710).

Inclusive, sobre essa "missão", na qual contei com o apoio de toda a equipe da Rádio Jornal, do prefeito Cícero Almeida, do jornalista Marcelo Firmino e de meus amigos.

Preciso destacar a confiança do França em me dar a chave de sua casa e me deixar a vontade para criar, falar e conduzir o programa com meu estilo. Foi uma experiência incrível. A cada dia curti muito tudo que aconteceu.

As entrevistas, os quadros criados e a repercussão me deixaram muito satisfeitos.Tive a certeza de que estava no caminho certo. Fizemos um rádio voltado para o público, como foco na informação, popular e com prestação de serviços.

Mas não podia deixar de colocar uma pitada de bom humor e, principalmente, de esperança nas coisas positivas. O "Rap da Felicidade", que na verdade é um funk, ecoou todos os dias como forma de acordar a audiência sobre suas potencialidades e o direito que todos temos de sermos felizes.

Até hoje ainda encontro pessoas que lembram de passagens do programa, mas principalmente da alegria com que começávamos o dia.

Retorno

A audiência dedico todo o meu respeito. De fato o "povo" é muito divertido, informado e qualificado. O retorno que tive foi fantástico. Lembro-me de cada telefonema, principalmente o das famílias com filhos e entes viciados em drogas.

Cumprida minha "missão" deixei o microfone com a sensação de dever cumprido. Fico feliz por ter apontado o caminho para algumas famílias que vivem a luta diária de combate a dependência química. Espero, fielmente, que vençam a "batalha" e tenham forças para continuar acreditando.

No mais, não posso deixar de agradecer a minha mãe, irmã e meu irmão, pela confiança. Aos demais parentes pela força e incentivo.

Agradecimento
Agradeço aos ouvintes que me aceitaram e mesmo quando me criticaram foi para melhorar a apresentação. Nunca esquecerei tudo o que vivi.

Em especial preciso agradecer o operador Gerônimo Avelino por todo o apoio e envolvimento com o programa. Graças a vc o áudio e sons do programa me ajudaram.

Também agradeço ao Campina Filho, Antonio Manoel, Marcos Cuscus e ao produtor Moreira da Silva. Ao Gilson Gomes, na gravadora, a Arlinda, a Jane (a Lúcia) e ao reporter Marcelo Rocha ao lado do Geraldo Salgueiro.

Família Jornal
No mais deixo aqui meu reconhecimento a família Jornal, entre eles os jornalistas Volney Malta, Deraldo Francisco, Layra Santa Rosa, Alexandre Henrique Lino, Ivete Moura, Lula Castelo Branco, Mônica e o Sr. Osmário.

Outros colaboradores importantes no processo foram o jornalista e advogado, Ivan Fialho e o radialista e historiador Carlos Henrique.

A todos vcs tenho três coisas a dizer: Obrigado! Obrigado e Obrigado!

Tudo valeu!

quinta-feira, setembro 16, 2010

Jornalista erra comentário e precisa provar que é torcedora do Timão

Diálogos produtivos pouco antes da redação, só para quebrar o clima pesado de ter que trabalhar no feriado.

Vencer não foi apenas a única conquista do Corinthians, diante do Fluminense. Pior que isso foi ver uma torcedora errar no comentário contra a derrota do Botafogo para o Góias, sugerindo que teria sido para o Palmeiras. O episódio aconteceu há pouco dentro da redação plantonista no feriado.

Antes, Fátima Almeida, - pronto falei!- fez referência a proximidade do Botafogo, na tabela, que estava distante apenas quatro pontos do Timão. Conforme percebeu, o alvinegro estava fungando em seu "cangote".

"E a pressão que agente aguentou no segundo tempo. Não tem história de juiz ajudando, não!", gritou Fátima respondendo a provocação do botafoguense, Gilberto Farias, dando uma pausa na tirção de onda com a Fernandinha.

Caladinho e satisfeito com o poder de sua provocação, como só ele fica, Giba deu a  farpada e se mandou. 

-Tossindo foi embora!

Depois a Fátima ainda teve que relembrar para a Fernandinha, que era sim, tordora do Corinthians.

"E desde criancinha, viu! Pode acrescentar aí. Eu não sei quando me tornei torcedora. Só sei que nas minhas fotos da adolescência, eu já aparecia segurando uma toalha com o escudo do Corinthians", esbravejou Fátima promentendo trazer as fotos com a tal prova de sua fidelidade, antiga, ao Timão.

O Lelo só entrou na roda para tirar onda comigo por conta da varada do Goías. Quanto a acusação de que foi ele o autor de mais um cartaz bobo, com frases contra o alvinegro, Lelo tentou mostrar superioridade futebolística. "Vc acha que eu, um cara que acompanho todas as resenhas iria cometer um falha dessa", disse o jornalista Xique e Baratinho.

Nesse momento a Fátima, que já tinha voltado a escrever, se voltou para mim e disse: "Pior que fui eu quem sugeriu que foi o Felipão", disse. "Isso só comprova que foi uma pessoa que entende menos do que eu", acrescentou Fátima acreditando ter salvo o Lelo e fechando a discussão.

 "Eles (Flamengo) estão felizes porque ganharam, ontem à noite, e já estão dizendo que irão para a Libertadores", dizia ´Fátima entre risos.

Bom e eu! Eu fiquei na minha não me deixavam falar, por isso optei por escrever. Mas fui quem iniciou o produtivo debate ao chegar e ficar, intimamente puto, com um pequeno cartaz colado na tela de meu computador.

E o final?  Bom!  O final foi a Fátima cantando o hino do Corinthians. Agora pososso afirmar: Fátima é corintiana. Já sabe até cantar o hino. Segundo o Lelo, afinada.




terça-feira, setembro 14, 2010

Ousadia interativa na tv


Ousadia na tv. A equipe do Canal Esporte Interativo ousa mais uma vez. Nesta segunda-feira eles gravaram um programa que é o piloto do que vai rolar na quinta-feira, dia fixo da nova proposta. A idéia é interagir ainda mais com o torcedor.

O legal da proposta é que os erros foram acontecendo ao vivo e numa boa. Foram várias as vezes que os gols foram chamados e não entraram. Nestes momentos, sem cerimônias os apresentadores explicavam que fazia parte porque, afinal o programa era um piloto.

Como sempre os apresentadores mantiveram o bom humor e continuaram. Como a linha do programa inclui a leitura do torcedor sobre os principais jogos, creio que será um sucesso.

Câmera na mão e um pergunta na cabeça. É essa a fórmula. E o melhor com pouca edição. O restante é a dinâmica da partida que se encarrega de fazer. A cada lance o humor dos torcedores se altera de modo bipolar, ou diria futebolar.

O Programa do Torcedor já pegou. Até eles pegam vídeos gravados pelos torcedores. Clck e veja o Botafogo contra o São Paulo.

Para completar criaram a repórter da galera, nada menos que Vanessa Tavares com perguntas indiscretas para o jogador. "Quando chega em casa tem comemoração em casa??" "Quando tem bola fora em campo, tem bola fora em casa?"

Só esse quadro que tem que melhorar. Soou meio falso e cansativo. Sem falar que algumas vezes ela levou foras e até se ofereceu para alguns jogadores.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Alagoas: paraíso das águas ou das armas?



Que o crime não compensa todo mundo sabe. Mas, em Alagoas, essa regra é diferente. Além de compensar financeiramente, aliado a impunidade ele se torna algo banal e até lucrativo para os pistoleiros.

É comum adversários políticos sentenciarem a morte seus adversários. Em todo processo eleitoral, com uma margem de erro de dois anos para mais ou para menos, algum político morre ou manda matar.

No último dia 20 de agosto, o vereador Genival Barbosa da Silva, 50, foi executado em via pública na cidade de Roteiro, interior do Estado. Agora foi divulgado o vídeo do crime, feito por câmeras instaladas na cidade. Por elas é possível ver o roteiro da morte. Ao ver o assassino ele tenta correr, mas não escapa das balas. Foi atingido três vezes diante de dezenas de pessoas que transitavam pelo local.

A execução à queima-roupa foi flagrada por câmeras de segurança instaladas em pontos estratégicos. As cenas são fortes, mas ajudam a entender como é o DNA político da minha terra. Aqui não existem balas perdidas, porque todas têm direção.

Ninguém sabe até quando. Desde que me entendo por gente é assim. O mais grave é que mesmo diante das cenas e da brutalidade registrada, nenhuma autoridade constituída se pronunciou. Acreditem, ninguém falou publicamente sobre o episódio. Minha dúvida é saber se o silêncio é medo ou omissão?

AH! Antes que me esqueça, a vítima,em 2006, foi acusado de ser um dos mentores de uma chacina em que foram mortos quatro pessoas, entre elas o prefeito da cidade Edvaldo Santos Ribeiro. Por conta do crime chegou a ser preso, mas foi solto meses depois.

Diante disso começo a discordar da frase que diz que somo o "paraíso das águas" e sim o paraíso das armas.

Obs. Desculpem-me os seguidores deste blog. Desde o início minha proposta era outra. Porém, se me calar ficarei igual aos omissos que ocupam funções públicas e enriquecem em detrimento da miséria da maioria.

domingo, setembro 12, 2010

Os camelos eleitorais





O guia eleitoral é um programa muito interessante.Mostra quem somos e ainda assim nos envergonham. Aquilo ali somos o que somos. Cada um daqueles, de algum modo, quando somados, representa a identidade do povo brasileiro e, também, do alagoano.






O esporte é uma prática comum no oriente médio.Porém, pode se adaptar perfeitamente ao Brasil. Aqui, por sugestão, indico que ao invés de camelos usemos burros ou jegues.


Os saltadores poderiam ser os políticos. Os animais, numa representação simbólica, seriam os eleitores. Principalmente os que votam nulo, em branco e vendem votos. A classe média seria convidada especial.


Creio que assim conseguiríamos deixar claro o que está em jogo no processo eleitoral. Há os que nos saltam e os de nós que preferem ser os que ficam por baixo.


Depois de anos praticando a modalidade, um dia nós os debaixo,poderemos descobrir que também somos capazes de saltar. Quando todos aprenderem vai faltar quem deveria ficar em baixo. Aí, por aclamação indicaremos os políticos, dando preferência aos fichas sujas.



quinta-feira, setembro 09, 2010

Por quê o rádio?


Descobri que deveria fazer jornalismo quando vi pela primeira vez uma reportagem do jornalista Caco Barcelos. Era sobre os desabrigados das chuvas de Blumenau, nos anos 80.

A partir dali passei a acompanhar os telejornais locais e vi nomes como Ricardo Mota, Márcio Canuto, Arnaldo Ferreira e Izabel Serie fazer jornalismo com qualidade na televisão. Nos jornais me lembro de nomes como Roberto Vilanova (hoje o Bob) e Fernando Araújo.

Pouco tempo depois me tornei militante partidário de um partido de esquerda. Aí compreendi como as coisas funcionavam, ou melhor, deveriam funcionar. E descobri o quanto o bom jornalismo contribui para a evolução das pessoas.

Muito cedo despertei meu interesse pelo rádio. Ouvia o programa Manhas Brasileiras com Edécio Lopes, na Rádio Gazeta. Depois veio o Ministério do Povo, a época com França Moura. Todos esses comunicadores de algum modo sempre nortearam para mim qual o papel de uma pessoa de mídia. Aos poucos descobri que minha voz tinha um bom timbre que poderia ser boa para o rádio.

Quando fui estudar na Escola Técnica Federal (Química) me envolvi com política estudantil. O Grêmio Estudantil tinha uma rádio e foi então que empunhei um microfone pela primeira vez. Antes disso, em minha rua, um amigo meu (André Porto) conseguiu fazer um transmissor. Ao ouvir minha voz irradiada para minha casa fiquei impressionado.

Essas duas experiências mudaram minha vida. Decidi que deveria fazer comunicação, em especial o jornalismo. Adorava as transmissões esportivas, o noticiário e os programas jornalísticos.

Sempre me impressionei com a capacidade e a força da palavra. Por várias vezes espantava minha tristeza ouvindo radialistas, de FM ou AM, por causa de alguma coisa que era dita. Em nível nacional, às vezes, sintonizava a Rádio Globo, a Rádio Nacional e a Tupi, todas do Rio de Janeiro. Os caras eram bons, como até hoje. Sempre bem informados e com a capacidade de transmitir uma energia positiva que acho válida até hoje.

Sendo assim não tinha outra saída, se não fazer algo parecido, mas tentando criar meu próprio estilo. Sei que quando entro no ar chego na casa das pessoas que estão tristes. Por isso acho que temos a obrigação de chegar com algo bom, ou sugerindo soluções possíveis.

Quanto ao meu empenho para recuperar viciados em drogas e famílias destroçadas, isso nasceu de minha experiência pessoal e profissional. Vi pessoas próximas passarem por maus bocados e personagens de matérias sucumbirem em meio ao vício.

Optei pela fé na vida. Sobrevivi!

quinta-feira, setembro 02, 2010

O fim??

Gostei muito da repercussão do último post. Tanto no twitter ou até por e-mail, muitos colegas de profissão se posicionaram sobre o fim do Jornal do Brasil. É uma triste realidade.

Diante disso:
será que estamos vivendo somente o fim do Jornal do Brasil
ou o fim dos jornais do Brasil?

terça-feira, agosto 31, 2010


Quando era estudante de jornalismo, há treze anos atrás, ouvi um professor dizer em sala que a "Revolução Digital" colocaria em risco as edições impressas. Isso valia tanto para jornais quanto para revistas. Me lembro que o mestre Edson Falcão, professor de Impresso I, dizia que isso iria demorar muito para acontecer. "Algo em torno de 50 anos talvez", especulava.


Mas, o tempo foi mais rápido. Como tudo depois do computador. A primeira vítima da dita revolução é o Jornal do Brasil que sobreviveu por 119 anos. Ironicamente o JB foi primeiro dos impressos a ter uma edição inteiramente digital ( O JB On Line). Nos anos 90 o jornal chegou a circular com 260 mil exemplares aos domingos. Atualmente, circulava com 30 mil exemplares, mas já não tinha suas edições auditadas oficialmente.

Hoje, dia 31 de agosto de 2010 circulou a última edição impressa do velho Jornal do Brasil. O veículo que entrou para a história como o que mais enfrentou a ditadura militar existirá apenas no mundo virtual, ou em tempo real. Só que na real, enquanto algo tocável sumirá. É do JB a capa mais contundente contra a edição do Ato Institucional nº 5 que sensurou a imprensa. O Seu editor a época, jornalista Alberto Dines, teve a coragem de publicar uma mancha negra no lugar da foto e colocar a previsão do tempo com um texto enfocando o mal tempo, numa referência aos militares.

E agora?

Será que essa vai ser uma tendência dos demais? Como no jornalismo, nada se cria e tudo se copia, é possível que outros grandes, médios e, principalmente, os pequenos veículos também sucumbam a nova tecnologia.

Depois de ter sido aluno, também tive a chance de ser professor. Já abandonei as salas de aula há quatro anos, mas mesmo antes meus ex-alunos já não mantinham relações com os jornais.

Creio que muito além do problema financeiro que cerca as empresas, é a cultura que mudou. As pessoas estão sendo muito mais seduzidas pelas novas tecnologias. Hoje é possível ler um jornal pelo celular, note e netbooks. Ninguém quer mais sujar as mãos ou andar com papel embaixo do braço.

Em minha vida ainda coleciono matérias escritas. Como ainda trabalho em jornal, faz parte da minha realidade. Mesmo assim, depois de um ano, normalmente nas limpezas de fim de ano, parte de meus arquivos vão parar no lixo, ou nas mãos de algum catador.

Pois é, até comigo que vivo de papel impresso ele, aos poucos vem se tornando um peso. Que fenômeno é esse.

Uma de minhas filhas, a de três anos, adora ficar diante do computador. Não sabe ler, nem escrever, mas já tem uma postura correta de sentar diante da máquina. Mexe no mouse, bate nas teclas e fica vidrada na tela. Para ela é tão natural como se alimentar. Vendo sua evolução percebo que já não crescerá com o hábito de tocar no papel. Aliás, só o faz para cumprir tarefas da escola. Além disso, simplesmente não se interessa, nem pelas fotos.

Enfim, a revolução que falavam para mim no passado está diante de meus olhos. Estou inserido nela sem me sentir revolucionário. Sou mais um, talvez o menos empolgado, mas tão dependente quanto todos os outros "revolucionários" ou diria: consumidores. 

sexta-feira, agosto 27, 2010

Com a bola toda

Picadinho era como eu chamava esse movimento de controle da bola com o pé. No sul é conhecido como embaixada, mas na prática é uma demonstração explícida de habilidade. Como falo muito de futebol, tem uns malas que não acreditam em minha vocação natural para a pelota. Por isso, em tempos de pouco ócio para escrever, que tal falar e provar mais essa besteira. Em pleno o Centro de Maceió, durante a Copa do Mundo, surpreendi esse camelô ao fazer essa gracinha aí. A foto é de Ricardo Lêdo.


segunda-feira, agosto 23, 2010

Bota vence Avaí e surfa no G-4


O time do Botafogo está de bem com a vida. Depois de vencer o Avaí (SC), por 1x0, o clube ocupa a 3º posição do Brasileirão 2010 e já está no G-4 a duas rodadas. O técnico Joel Santa, ou Papai Joel, como é chamado carinhosamente pela torcida, tem conseguido fazer os botaguenses sonharem com um ano diferente.

Habilidoso e conhecedor do elenco, Joel não hesitou nem em deixar o El Loco Abreu ( camisa 13) no banco. Mesmo depois de sua participação na Copa do Mundo, Joel preferiu se garantir com o time que conhecia. Isso é que é personalidade.

No sábado, contra o Avaí no Engenhão, o Botafogo foi pra cima do adversário em busca de fazer o resultado. O Avaí, até entrar em campo, ocupava a 3º colocação. Mas, perdeu a posição depois que o zagueiro Fábio Ferreira, marcou de cabeça, ainda no primeiro tempo.

Depois continuou pressionando, mas a boa defesa catarinense conseguiu barrar o ataque. Jobson, que não fez uma boa atuação, teve boas chances. Herrera, muito marcado, não conseguiu ficar cara a cara com o goleiro. Já Marcelo Cordeiro, pelo menos por duas vezes, chegou bem mas pecou na hora de finalizar.

El Loco Abreu entrou no segundo tempo. Faltavam menos de 10 minutos. Inseguro recebeu uma boa de Jobson, na entrada da área - pela direita- mas preferiu ajeitar para trás. Na chegada Cordeiro chutou para o alto.

O mais importante é que Joel, mesmo precisando garantir a vitória, manteve a ofensividade. Teve coragem de colocar El Loco e Edno para tentar ampliar o placar. Mesmo sem conseguir o segundo gol o time jogou como tem que ser, pra frente.

Na defesa Jefferson e Cia deram conta. Preocupação mesmo somente com Somália. O jogador continua se atrapalhando muito na hora de defender, além de demonstrar cansaço em vários momentos.

domingo, agosto 22, 2010

Rádio alagoano fica mais triste: morre o comentarista Arnaldo Carneiro

A Crônica Esportiva de Alagoas está de luto. Nas primeiras horas deste domingo (22), o radialista Arnaldo Carneiro, que exercia a função de comentarista da Rádio Difusora de Alagoas, sofreu um infarto fulminante e faleceu no hospital Unimed, em Maceió.

Segundo informações, Arnaldo Carneiro deu entrada no hospital Unimed por volta das 04h15 e ainda chegou a ser atendido pela equipe médica, mas não resistiu e veio a óbito minutos depois. Arnaldo ainda lutou para sobreviver, ao ponto de conduzir veículo da sua residência no Graciliano Ramos, até o hospital Unimed, para tentar receber atendimento, mas lamentavelmente veio a falecer.

O último trabalho de Arnaldo Carneiro foi realizado na última quinta-feira (19), na derrota do CRB para o Botafogo-PB, por 2 a 1, no Estádio Rei Pelé. Além de radialista, Carneiro também assumia um cargo de assessoria no Tribunal de Contas de Alagoas.

Texto extraído do site http://www.malandrinho.com.br/
Foto Ivaldo Fragoso

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Arnaldo Carneiro era um dos companheiros de imprensa mais hábeis com o microfone. Esse talento, associado a forma fácil com que comentava por várias vezes o colocou a serviço de emissoras fora do Estado.

A equipe da Rádio Difusora/IZP perde um grande profissional e o rádio alagoano um grande caráter. Carneiro era uma figura do bem. Sempre com um sorriso no rosto, até na hora de criticar era elegante. Sempre com uma palavra amiga era conhecido por sua capacidade de agregar, algo raro no meio radiofônico.

Fica o exemplo de um grande profissional que durante sua passagem entre nós só semeou o bem. Guardarei dele boas lembranças, principalmente, porque quando tive a chance de comentar futebol sempre que necessário recorria a sua experiência para trocar informações. Um dia, por força do destino tive na função de professor no Curso Rádio, mas devo admitir que aprendi mais com ele.

Siga em paz companheiro. E lá de cima continue olhando por nós.

Grande abraço e boa viagem!


segunda-feira, agosto 16, 2010

Emoção que não tem preço



Foto Fernanda Calheiros - Ascom Fits

Para quem ainda não sentiu a emoção de ajudar alguém, vai ser difícil entender o que vou relatar. Mas como estou na Rádio Jornal (Programa Cidadania - AM 710)

Na semana passada (terça-10) vivi um sentimento muito legal, depois de contribuir para a localização de uma jovem - Jullyani, que estava desaparecida.

Seus pais chegaram a emissora completamente abalados com a foto da filha nas mãos. Rapidamente o companheiro, jornalista Miguel Torres, percebeu a importância do problema e de como poderíamos ajudar.

Depois de fazer a abertura tradicional do programa iniciamos a apresentação da história. A jovem, que sofre da Síndrome do Pânico, havia desaparecido ao deixar a academia onde malha com a mãe. Só que ao invés de ir para casa, sumiu.

Conforme relato de sua própria mãe, ela, de vez enquando, sofre um "branco" na mente e simplesmente sai andando. Desta forma, acreditava que a filha tinha saído caminhando sem rumo para lugar ignorado.

A partir daí ficamos, por meia hora extraindo mais detalhes. Já faziam 24horas do desaparecimento. Como o rádio não tem imagem, tive que insistir nas caracterísicas da jovem e de como estava vestida. Mesmo diante da dor da mãe, tinha que explorar ao máximo, detalhes do comportamento e hábitos da filha.

Aí, para finalizar, comecei a apelar para a nossa audiência, enfatizando as características e convocando as pessoas a perceberem se haviam encontrado alguém assim.

Foi aí que surge uma ligação, José Edmilson - que preside dos Conselhos Tutelares. Ele estava na escuta do programa e entrou ao vivo. Conforme seu relato, na noite anterior, havia recebido a ligação de um conselheiro - José Edson- da cidade de Flexeiras, dando conta da aparição de uma jovem com aquelas características.

Não preciso dizer que os olhos arderam, as pernas tremeram e a voz embargou. Era ela! Rapidamente tentei me recompor e pedi que repassasse o contato com o conselheiro da cidade. Assim que nossa produção, o radialista Moreira da Silva, ligou o conselheiro da cidade confirmou a história. Era Jullyani que estava por lá.

Sua mãe e o pai não se controlavam de emoção. A esta altura uma equipe de O Jornal (a repórter fotográfica Ivette Moura e a repórter Mônica Lima) já estavam no estúdio para apurar o caso.

Voltando ao caso, ainda transtornada a estudante fora medicada, mas estava bem. Segundo os indícios caminhou das 9h30 minutos de terça-feira até à noite do mesmo dia por aproximadamente 130km, sem que nada de mal lhe fosse registrado. O que dizer? Foi Deus!!

Os pais começaram a nos agradecer, mas lhes expliquei que fui apenas um instrumento naquele momento. A filha deles havia sido protegida por seus anjos. Desde esse dia, se já amava o rádio por conta de tudo que representa, agora, o respeito ainda mais.

Quanto a minha passagem pelo programa ela tem prazo para terminar, dia 3 de Outubro. Mas esse fato carregarei para o resto da vida, como parte de um processo de transformação pessoal que comecei a vivenciar desde o nascimento de minha filha Lorena.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Se liguem!!

Alô galera do blog!

Desculpem a ausência momentânea. É por um bom motivo. Há uma semana assumi o comando do programa Cidadania, na Rádio Jornal AM. Estou substituindo o titular, o radialista França Moura, afastado porque disputa uma vaga no legislativo local.

Aos que quiserem acompanhar o programa começa às 8h e só termina às 13h. Penso, nos próximos dois meses fazer um programa com blogueiros. Mas ainda está em gestação.

O link para ouvir e assistir o vídeo é:

http://www.ojornalweb.com/am710/ao-vivo/

Caso tenham dificuldade os endereços originais que retransmitem áudio e imagem são: http://www.ojornalweb.com/ e http://www.qualquerinstante.com.br/
Tem chat para participar. Se entrarem lembrem que são os autores do blog, ok!?

Abração!

segunda-feira, julho 26, 2010

É isso aí Mano! Só chamou os manos mesmo, tá ligado!

Pra esquecer a tristeza da derrota na Copa 2010 a cúpula do futebol brasileiro (CFB) providencio o fim da tristeza. Com técnico, a seleção precisa continuar. Mas de um jeito diferente, coisa de irmão, ou melhor, de Mano

O ex-técnico do Timão (Corinthians) convocou Jefferson do Botafogo o mais novo goleiro convocado para Seleção Brasileira.

Já era sem tempo. Isso tinha que acontecer. Os botafoguenses já sabiam que o nosso goleiro poderia vestir a amarelinha.

O treinador optou pela lista popular e convocou a garotada do Santos: Neymar, Ganso e Robinho. Mano fez o óbvio, o que a Galera da CBF queria, que era um time jovem.

O restante manos do Mano são: Alexandre Pato - Milan, André - Santos ,  André Santos - Fenerbahçe, Carlos Eduardo - Hoffenhein, Daniel Alves - Barcelona, David Luís - Benfica,  Diego Tardelli - Atlético Mineiro, Ederson - Lyon,  Henrique - Racing Santander , Hernanes - São Paulo, Jucilei - Corinthians, Lucas - Liverpool, Marcelo - Real Madrid, Rafael - Manchester United, Ramires - Benfica, Renan - Avaí, Rever - Atlético Mineiro, Sandro - Internacional, Thiago Silva - Milan,  Victor - Grêmio

quinta-feira, julho 22, 2010

Pra quem gosta do besouro uma dica é acompanhar o Planeta Fusca

O Fusca foi o primeiro carro que meu pai teve. Foi nele que aprendi a dirigir e rodar pela cidade. A saudade do nosso azulzinho sempre bate quando vejo os posts do Planeta Fusca.

Se és como eu e também curte o besouro dá uma passada lá. mais...

Suposto desvio é uma (des) Graça que nos faz andar para trás

A descoberta de que três integrantes do Corpo de Bombeiros, podem estar envolvidos no desvio de donativos, doados para as vítimas das enchentes, espantou o Brasil. Mas, não os alagoanos. E por uma questão simples: todos sabemos que por aqui tem sempre o risco de algum desvio.

É assim com recursos públicos. Em vários níveis administrativos e políticos tem sempre alguém se achando mais experto que os outros. 

Por esta razão não será surpresa se o fim das investigações apontar a participação de um ou mais políticos no episódio.

Isso é mais uma vez também não será surpresa. Justamente porque, mais uma vez nas várias esferas administrativas, policiais, jurídicas e até policiais, existem as chamadas "ligações perigosas".

E o pior é que o alagoano, até os que não concordam, em sua maioria passou a aceitar isso como normal. Ainda bem que tem uma minoria, na qual também me incluo, que não acha. Mas o que fazer para mudar isso?

Como aceitamos as regras do jogo, e ele passa pelo campo eleitoral, então é o voto que muda. Por outro lado o voto não existe como ser vivo, independente de uma ação individual. É sua /nossa posição, seu crédito de confiança em alguém, ou grupos, que determina o acontecerá depois.

Saibam que os políticos, que costumam colocar os pobres como seus empregados, é que são os empregados. O patrão deles somos nós. 

Claro que sei que não é só com uma eleição que mudaremos isso. Até porque creio que a crise que elegeu essas figuras e outras que estão na fila, é antes de tudo ética. E aí a coisa é mais séria. Justamente porque a maioria não sabe o sentido desta palavra.

E o pior, quem sabe não explica, ou finge que não conhece, só para ser antiético. Incrível não!.

Não gostaria que fosse assim. Mas parece que a frase do Graciliano Ramos sobre os caranguejos alagoanos é verdadeira.

Certa vez, ao receber uma caixa com caranguejos-presente de um coterráneo- em seu escritório, deparou-se com sua secretária num canto de sala assustada. Os bichos faziam um barulho danado e alguns tentavam escapar pelas frestas. Eis que entrou o mestre Graça e disparou: 

"Não se preocupe. São caranguejos alagoanos, quando um tá subindo o outro vai e puxa".

domingo, julho 18, 2010

Atleta passa mal após choque em campo e é socorrido por amadores


Há duas semanas a partida entre Fortaleza e CRB foi suspensa por falta de ambulância com desfribrilador. A coragem do árbitro da partida, Sueldson Medeiros, foi contestada por dirigentes, jornalistas e radialistas. Mas ele estava certo.

Ontem à tarde, durante uma partida entre CRB e 7 de Setembro, um choque entre dois jogadores da categoria sub-18 deixou um desacordado. O atleta teve um afundamento na tempora (testa) e ficou passando mal.


O desespero tomou conta de torcedores e pais. Eles acionaram a ambulância do Samu que só chegou ao local 40 minutos depois. Neste período o jovem começou a recuperar a consciência, mas sem sentir as pernas. Sem saber o que fazer o jogador foi retirado de campo carregado pelos braços e pernas. A cena revelou mais um lado do desorganizado futebol alagoano. Se com a base é assim, imaginem com os profissionais.

A partida estava sendo realizada sem a presença de um médico e de ambulância. Ainda assim o árbitro da partida George Alves Feitosa deixou  a partida acontecer.

Depois do ocorrido um dos dirigentes do CRB, Miguel Morais, defendeu a suspensão do campeonato e que ele só ocorra com a presença de uma equipe médica.

Segundo o assessor da Federação Alagoana de Futebol, radialista Alberto Lima, no Estatuto do Torcedor não é prevista a presença de ambulância. "Isso deveria ser responsabilidade do clube mandante da partida", enfatizou Alberto.

Fica a pergunta: por que as soluções só surgem depois do problema ocorrido?

Crédito: Foto reprodução Walter Luis

sexta-feira, julho 16, 2010

O dia em que o Rei parou a terra


Um dia para entrar para a nossa história. O Pelé fez todos os presentes se tornarem fãs. Não teve repórter, político ou qualquer outra autoridade que não quisesse ficar a seu lado. Era um momento único. Simplesmente, ali, diante de todos nós, estava o rei, o Rei Pelé.

Com toda sua majestade e paciência ele autografou, tirou fotos e deixou a forma de seus pés no Trapichão, o templo que leva o seu nome. Sempre solícito, Pelé protagonizou lances de extrema devoção. Basta ver a cara do Marcelão (Marcelo Albuquerque - Gazeta de Alagoas), que depois de puxado pelo prefeito Cícero Almeida, conseguiu autografar sua camisa oficial da Seleção Brasileira.

Detalhe: o prefeito além chamá-lo para o palanque ainda esticou a camisa para que o rei pudesse deixar seu autógrafo. Foi um lance inesquecível, desses que vamos guardar por muito tempo em nossas mentes. Que bom que estava lá e registrei tudo de perto.

Valeu Marcelão!

Devo admitir que faltou coragem e ousadia para me atirar neste lance. Me contento com o autógrafo no livro e a coletiva. Ainda assim consegui ser capturado pelas lentes do repórter Ricardo Ledo, ali no cantinho, de boné branco.

quarta-feira, julho 14, 2010

Clássico em busca de paz

Fla e Bota marcou a volta do futebol brasileiro depois da Copa. A partida foi cercada de expectativa por causa dos fatos envolvendo o ex-goleiro Bruno do Flamengo. Seu substituto o estreante Marcelo Lomba deu conta do recado.


Do lado botafoguense a partida foi importante por ser a do retorno do atacante Jobson. O atleta havia sido afastado do futebol depois de ter sido flagrado no dopping por consumo de crack. Mais uma vez na história o alvinegro dá chance a um atleta com o estigma de problemático.


O baixinho que encantou com seu futebol de qualidade entrou no segundo tempo. O técnico Joel Santana não hesitou em colocá-lo na partida. Sem o ídolo Loco Abreu, ainda de folga depois da Copa do Mundo, Jobson entrou confiante, mas não pode alterar o resultado da partida que terminou 1x0 para nossos rivais.O gol foi marcado por Paulo Sérgio.

Não foi desta vez que o Botafogo conseguiu superar o tabu de vencer o Flamengo no Campeonato Brasileiro. Já são dez anos sem conseguir esse feito. Nem os rabiscos do Joel em sua prancheta foram suficientes para encontrar o caminho da vitória.

O lateral-direito, Léo Moura, disse ao final da partida que a partir deste momento o clube está escrevendo "uma nova história".

Alagoas mantém liderança da miséria nacional


Não bastasse a devastação das chuvas em 28 municípios alagoanos, no mês passado, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) confirmou o que todos os alagoanos consicentes já sabem: somos o Estado mais pobre do país. 

O estudo tomou como base os anos de 1995 a 2008, uma ano apósa  vitória do presidente Luis Inácio Lula da Silva. A época governava o Estado, Ronaldo Lessa, que oito anos depois foi sucedido por seu ex-aliado Téo Vilela, atualmente no cargo.

Enquanto o estudo mostra que pouco mais de12 milhões de pessoas saíram da pobreza absoluta, em Alagoas, 56% da população continua nesta penúria. Ou seja, sobrevivem com até meio salário mínimo por mês. Esse valor mal dar para garantir alimentação.

Miseráveis

Os miseráveis de Alagoas estão espalhados pelo interior, mas uma grande parte habitam as favelas da capital. São mais de 100 ao todo, localizadas em áreas de risco e submetidas as ações do tempo. 

Na capital, os pobres costumam viver com a coleta de material para reciclagem, na construção civil, como camelôs e atividades domésticas. 

Uma parte significativa mora a beira da Lagoa Mundaú onde conseguem tirar o sururu que é vendido e também alimenta os filhos. O lugar, assim como a maioria das áreas periféricas, não tem saneamento, nem água encanada. A energia é roubada, por meio de "gatos" e a comida, em geral, é preparada com madeira recolhida pelas ruas.

Ricos

O mais incrível é que ao passo em que existe a miséria extrema, a capital é uma das que mais possui carros importados. Nas ruas os modelos chamam a atenção, assim como o forte crescimento imobiliário nas áreas nobres.

Isso indica outra constatação, a de que temos a pior distribuição de renda do país. Aqui os ricos são mais ricos, enquanto os pobres ficam cada vez mais pobres. Os que têm sorte conseguem entrar no Programa Bolsa Família e garantir mais alimentos à mesa.

A miseria alagoana é histórica. Ela tem origem ainda nos engenhos de cana, que posteriormente se transformaram em poderosas usinas. Se antes, os primeiros, escravizavam, estes últimos mantém os trabalhadores com baixos salários.

Favelas

Por isso que vivendo em condições precárias, no interior, uma parte das pessoas se desloca para a capital onde engrossam os bolsões de miséria. Mas, também, há aqueles que fugiram da seca e migram para a cidade.Aqui se tornam favelados e trabalhadores desqualificados.

Para piorar todo esse quadro, é na periferia onde está a maior parte da violência. Sem emprego, educação e condições de moradia digna, os jovens e adolescentes foram seduzidos pelo crack e o crime. Sem condições de responderem a maior violência, que é a falta de políticas públicas, eles entram para o tráfico e morrem antes mesmo da vida adulta.

A tragédia sóciopolicial se repete. Em mais um processo eleitoral serão os miseráveis quem definirão os eleitos. Boa parte da classe média também sede a tentação do dinheiro e vantagens de alguns "falsos heróis" e os elegem. 

Assim, a cada eleição, a cada ano vamos vivendo e fingindo que somos a "cidade sorriso" ou o Estado  das "mais belas praias" do país. Mas, mentira tem pernas curtas e miséria grande.


Crédito das Fotos: Fabiano Sarmento, 
Jhonathan Pino (Ufal) 
e arquivo www.alagoas24horas.com.br