sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Dez anos de saudades do Mangueboy


A dor passou. A saudade não. Chico está aqui entre nós. Sua energia não acabou naquele fatídico acidente de carro, a caminho de Olinda.

Quando o vi pela primeira vez tive a chance de apresentar o seu show. Foi na Ufal, onde ainda era estudante. Que show!

Foi o primeiro e único de Chico na cidade. Inesquecível! Quando ele partiu chorava toda vez que ouvia suas músicas. O primeiro carnaval sem ele eu estava lá. Foi emocionante ver a galera do bloco dos mangueboys passar em silêncio. Amigos se abraçavam, enquanto a multidão cantava Maracatu Atômico, nas sacadas, calçadas e botecos olindenses.

Até hoje quando vou ao Recife é como se pudéssemos encontrar Chico na primeira esquina. Certa vez numa virada de esquina, a primeira vez quando fui ao Abril Pro-Rock (que aconteceia no Circo Maluco Beleza) encontrei Chico estasiado pelo show que acabara de fazer, ao lado de Gilberto Gil. Em meio a chuva e lama os dois cantaram o clássico de Jorge Maltner.

Quando vi esse desenho não resisti em colocá-lo no ar para dividir com meus poucos visitantes. Chico vive! o mangue resiste.


Valeu Gustavo Duarte
quem quiser conhecer seu trabalho entre em seu blog

Um comentário:

Sérgio disse...

Grande Marcos, os mestres Science e Veríssimo são influências constantes que tenho. Gostei do teu estilo escrevendo. Passarei por aqui toda semana. Um abraço!

Sérgio