terça-feira, setembro 26, 2006

Eleição e manipulação

A eleição se tornou uma arte para saber quem manipula mais. O eleitor virou coadjuvante do processo. Os marqueteiros são os diretores do show. Os atores, os candidatos, cada vez representam mais. As pesquisas eleitorais são o complemento do espetáculo.
Infelizmente o cenário para tudo é a democracia. Digo isso porque a história mostra que centenas de pessoas morreram e outras continuam desaparecidas até hoje em defesa desse direito.
Mas os indecentes tentam desvirtuar a única alternativa popular de participação. O voto virou mercadoria no supermercado eleitoral. O seu preço muda conforme os bairros e quem os vende. Lamentável. Isso porque a maioria que depende dos R$ 20,00 ou R$ 50,00 irão decidir o futuro da minoria que trabalha, paga imposto e mora nos bairros nobres.
A lei da vantagem, proposta por assessores e cabos eleitorais, seduz mães e pais de famílias que não acreditam mais na ética. Para eles o rito de corromper e comprar um voto é algo "menor" em relação ao que os candidatos que defendem faz. É uma completa inversão de valores.
O pior é que o dinheiro que vai parar nas mãos desses coitados é o mesmo que deveria atendê-los, se fossem investidos nos programas sociais. Ou ainda na infraestrutura das periferias onde moram. São recursos oriundos dos impostos pagos pela classe média.
O problema desse comportamento apolítico e mercantilista é reflexo dos exemplos. Sejam da direita ou da esquerda os fatos envergonham, os que ainda têm essa capacidade, mas engrossa o discurso de quem defende o envolvimento escuso em esquemas.
Que país estamos projetando para o futuro? Será que o Fred Zeroquatro (jornalista e vocalista) da banda Mundo Livre S/A está certo.
Segundo canta: "-O futuro é uma câmara de gás"
Não sei se ainda há tempo antes das besteiras que faremos no próximo domingo.

Um comentário:

Alexandre H. Lino disse...

Queria aproveitar este espaço para lembrar ao amigo e companheiro de lutas sociais, Marcos Rodrigues, que temos um desafio ao tentar vencer a direita golpista nacional.

O governo Lula não foi 100%, mas também não merece o desprezo daqueles que sempre construíram a esquerda brasileira. Erraram? Sim. Tem chance de consertar? Sim. Não podemos deixar o PSDB voltar.

E para completar insisto que aqui na Assembléia acredito que o Judson Cabral - 13500 pode nos representar na luta institucional, contra a direita oligarquica, bem como o Gino César 1313 pode ir pra Brasília.